
A velha guarda do jazz
Todo projeto que faz releitura de um determinado artista é sempre um risco artístico, mas sempre gera dividendos.
Na verdade isso não é nada mais do que, a indústria fonográfica tentando sobreviver em cima do que já foi feito. Basta ver que a maioria dos artistas hoje tenta buscar sua independência, por sorte de quem consome.
A justificativa é sempre a mesma. Modernizar.
Agora é a vez de Nat King Cole com “Re: Generations”, que lembra e muito o que Will.I.Am fez com Sergio Mendes em “Timeless”. O resultado vai agradar a varios segmentos.
“Straighten up and fly right” (Will.I.Am e Natalie Cole)
Remix com a cara do homem forte do Black Eyed Peas.
“Day in day out” (Cut Chemist)
O ex-Jurassic 5 é decididamente um maestro dos toca discos.
“Brazilian love song” (Michaelangelo Lacqua e Bebel Gilberto)
Tinha tudo para ser mais uma daquelas obviedades da industria fonográfica, mas Bebel mandou muito bem, como de costume.
“The game of love” (Nas e Salaam Remi)
Nat King Cole, era um negro nos EUA em meio a uma das fases mais racista daquele país. A participação de Nas trouxe um pouco dos ares da rua nessa faixa.
“Walkin my baby back home” (The Roots)
Clássico com rap clássico.
“Calypso blues” (Stephen e Damian Marley)
Nat King of Jamaican Cole, raga muff requintada.
“Nature boy” (TV On the Radio)
Tensão nos arranjos, o que é bom.
Etiquetas:Bebel Gilberto, Cut Chemist, Damian Marley, hip hop, Jazz, Nas, Nat King Cole, Natalie Cole, Remix, Sergio Mendes, Stephen Marley, The Roots, TV On the Radio, Will.I.Am


