
Férias.
O Groove volta dia 12.05.
A última dica antes da folga é mais uma boa ideia Dubem, com o seu novo projeto Cepedube.
Já volto.

Fim de semana agora (2 e 3 de abril) tem Virada Cultura na capital paulista, pra isso os guias dos jornais irão dar suas sugestões. No domingo acontece também em São Paulo a Marcha da Maconha.
O evento serve para colocar em discussão a legalização da cannabis. Tema que ainda gera polêmica, isso para uma “droga” que não mata ninguém. A planta já inspirou gente como Bezerra da Silva, Sabotage, Cypress Hill, Gilberto Gil, Chico Science, Marisa Monte, Chali 2na e vários outros. Põem fumaça nisso.
Essa foto foi feita na Marcha de 2006 em Budapest. Ano passado a Marcha foi proibida em São Paulo, vamos torcer para que esse ano a ignorância não apareça. Afinal, temos que cultivar nossos direitos.
Alguém já viu a propaganda da Coca Cola com o urso dançando?
Agora escuta “Raciocínio Quebrado”, do Parteum.
Existe certa semelhança entre as batidas. Não sou nenhum especialista no assunto, mas aos ouvidos comuns se parecem e muito. Fabio “Parteum” Luiz entende do assunto, porém não teve participação. “Vendo como as produtoras trabalham, é melhor nem me informar sobre o ‘causo’. Muita coisa beira plágio, pra dizer a verdade”, comenta o sempre muito bem informado músico (um dos melhores do país).
Independentemente do que acontece, é bom ver o rap nacional influenciando o mainstream. Isso mostra o poder do que é feito no Brasil atualmente. Parece que o mercado caminha para absorver melhor seus grooves e sua mensagem.
A própria mixtape de Parteum é uma amostra da evolução por que passa o estilo. Como ele mesmo diz em “Raciocínio Quebrado”, “mais uma mutação genética no gênero de musica que faço”.

Caetano Emanuel Viana Telles Veloso
Antes de mais nada, falar de Caetano Veloso é quase que impossível (com tanto fã devoto no Brasil, acabo me enchendo). Sim, o baiano é genial e ponto final. Mas ser genial todo o tempo é impossível – talvez por esta razão Chico Buarque ultimamente prefira escrever livros. Até mesmo Bob Dylan, que é o ser maior, fica cansado e de saco cheio.
Nos anos 80, o mais amado e odiado cantor e compositor baiano foi inteligente em sacar que o rock nacional era o que ia estourar. De cara foi para o lado do Cazuza, pois percebeu que ali morava a genialidade da geração. Fez isso também nos anos 70, quando focou na Banda Black Rio e em Jorge. Lembra “Ive Brussel”?
Agora Caetano resolveu ser indie-rock. O resultado ficou OK. Quando tenta fazer o estilo de Los Hermanos, ele se sai bem melhor que Marcelo Camelo. Mas para isso nem precisa fazer força, não é mesmo?
Há bons momentos no novo trabalho, como “A Cor Amarela” e “A Base de Guantánamo”, que lembra um pouco “Haiti”. Sugiro uma parceria com Mano Brown. Os dois precisam de coisas que se encaixem…pense nisso. Mas é um disco de Caetano Veloso, o que torna sua audição obrigatória.