
Caetano Emanuel Viana Telles Veloso
Antes de mais nada, falar de Caetano Veloso é quase que impossível (com tanto fã devoto no Brasil, acabo me enchendo). Sim, o baiano é genial e ponto final. Mas ser genial todo o tempo é impossível – talvez por esta razão Chico Buarque ultimamente prefira escrever livros. Até mesmo Bob Dylan, que é o ser maior, fica cansado e de saco cheio.
Nos anos 80, o mais amado e odiado cantor e compositor baiano foi inteligente em sacar que o rock nacional era o que ia estourar. De cara foi para o lado do Cazuza, pois percebeu que ali morava a genialidade da geração. Fez isso também nos anos 70, quando focou na Banda Black Rio e em Jorge. Lembra “Ive Brussel”?
Agora Caetano resolveu ser indie-rock. O resultado ficou OK. Quando tenta fazer o estilo de Los Hermanos, ele se sai bem melhor que Marcelo Camelo. Mas para isso nem precisa fazer força, não é mesmo?
Há bons momentos no novo trabalho, como “A Cor Amarela” e “A Base de Guantánamo”, que lembra um pouco “Haiti”. Sugiro uma parceria com Mano Brown. Os dois precisam de coisas que se encaixem…pense nisso. Mas é um disco de Caetano Veloso, o que torna sua audição obrigatória.
Etiquetas:Banda Black Rio, Bob Dylan, Caetano Veloso, Cazuza, Chico Buarque, Jorge Bem, Los Hermanos, Mano Brown, Zii e Zie



nem precisa fazer força para superar o Camelo hehehahuaua
belo texto Serjão
e o blog tá show de bola também
a foto da marcha em ipanema
abraço!