Arquivo | Agosto, 2009

Brother Ali – “Us”

31 Ago

A primeira vez que li sobre o rapper albino Brother Ali foi em um dos vários blogs da gringa falando sobre lançamentos futuros. Aí veio Marcus Vinicius e manda um vídeo dele, exatamente esse que está aí em cima.

Tem uma pegada gospel, voz muito boa e forte, além de uma postura coerente e boas idéias. Pode se ler uma entrevista interessante por aqui, pode baixar esse single no seu MySpace, ou pode-se esperar até no máximo dia 22 de setembro pra ver o novo disco de Brother Ali “Us”.

Pra começar a semana de bem com a alma.

Filipeta do dia – Especial (Kamau)

29 Ago

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Filipeta do Dia não poderia deixar de ser outra se não a do Kamau com a banda hoje no Hole. Já falei no www.noiz.com.br sobre o assunto, bem aqui. Pra completar a matéria do Noiz aqui vai a integra da conversa com Marcus Vinicius.

O BATE PAPO:

Groove Livre: Como rolou a ideia de levar a banda pra celebrar o um ano de “Non Ducor Duco”?

Kamau: Eu venho fazendo o show desse disco há um ano no formato DJ-MC-MC de apoio. E queria levar a sonoridade do disco a um outro patamar. Resolvi então montar uma banda com pessoas que eu tinha vontade de juntar. E fiz como experiência pra ver o resultado mesmo. E, pelo ensaio, vai ser bem legal no show.

GL: E essa formação com duas guitarras, bateria, baixo teclado e voz? Como vc formatou isso?

K: Acho que são os elementos básicos das músicas do disco, ou os que mais se assemelham à maioria delas. Ainda faltam metais e percussão, mas espero ter uma outra oportunidade para unir essa banda e somar esses elementos. Quero adicionar alguns samples também.

GL: Você faz muito bem essa ligação entre esse lado eletrônico da sua musica com essa pegada orgânica? De onde vem toda essa formação (e informação) musical?

K: Sou primeiro fã e ouvinte de música, antes de ser músico. Então eu aprecio vários aspectos da música. Tenho a oportunidade de trabalhar regularmente com duas bandas: Central e Instituto. E isso me permite criar mais musicalmente pois sempre tento trocar informações para chegarmos a um resultado final em consenso. Quando quero fazer música eu penso em todos esses aspectos pois me vejo como ouvinte em primeiro lugar. A informação eu já tinha, a formação veio com a experiência. Quero sempre chegar no melhor resultado aos meus ouvidos.

GL: Essa sonoridade foi a que você construi para levar pro palco no sábado?

K: A formação que vai pro palco é apenas um outro formato, uma outra dinâmica pra minha música eu não gosto de repetir shows, então resolvi experimentar com meus amigos esse formato.

GL: Um ano depois…o que mudou desde “Non Ducor Duco”? Passou rápido não?

K: Passou bem rápido mesmo. Cheguei onde nem imaginava com esse disco. Mas ao mesmo tempo sinto que ele poderia ter “acontecido” mais. Não consegui fazer nem um clip dele, não tive a distribuição mais correta, apesar de vender mais de 2500 cópias. Imagino que poderia ter sido mais. Fico pensando que não quero “abandoná-lo”. Mas tenho que seguir em frente, mostrar mais coisas.

GL: Mas disco de rap no Brasil não acontece da noite para o dia. Os discos dos Racionais demoraram também para se tornarem clássicos. Seu trabalho pelo menos foi feito sem um prazo de validade. O que recentemente não acontece.

K: Realmente. Não fiz um disco pra ser datado. Fiz um disco que vai ficar pelo menos pra mim por um bom tempo, como ouvinte e como artista. Mas já tenho novas idéias. E não posso agir como se esse disco fosse novidade, pois ele já tem um ano. Parece pouco. Mas nos dias de hoje é bastante coisa. E tenho que começar agora pra ter algo pra daqui a um tempo. Demorei 1 ano e meio na confecção deste. Tenho que começar agora se quiser ter algo pra daqui a 1 ano pelo menos. E várias coisas vão acontecendo, o que faz com que o álbum seja esquecido de certa forma.

GL: Sim, o ritmo hoje é outro, mas também não adianta gravar qualquer coisa não é? O próximo passo sempre é o mais difícil. A cobrança pessoal é grande?

K: Sempre. Quero sempre fazer melhor que antes. Me cobro e me empenho sempre pra isso.

“70 lições de jornalismo”

28 Ago

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Roberto Hirao é secretário-adjunto de redação do Agora, trabalho com ele, que já foi Ombudsman da “Folha da Tarde” (PubliFolha). Amanhã, às 11h, na livraria Cultura, ele faz o lançamento oficial de seu livro, “70 Lições de Jornalismo”. É uma honra trabalhar com alguém com tamanha experiência no jornalismo, é a escola antiga dando os caminhos para a nova geração.

Como diria meu amigo Vitão, na sua coluna diária. “Imperdível para quem quer ser jornalista, para quem o é e para quem ama cornetar jornalista! Estaremos lá”.

Revista da Hora (DJ Dolores)

28 Ago

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Mistura que vem do Recife

Helder Aragão, mais conhecido como DJ Dolores, veio com todo o movimento mangue beat, mas seu caminho foi outro. Ele,que se tornou um dos artistas brasileiros mais respeitados fora daqui, acaba de lançar seu terceiro trabalho, “1Real” (ArterialMusic). O disco foi lançado no ano passado na Europa e nos EUA e é uma compilação de sonoridades do mundo todo. “Hoje fica difícil definir o que é música ruim ou boa. Na verdade, e música e pronto”, diz Dolores.

Nesse trabalho, o DJ consegue mostrar que é um dos produtores mais interessantes da atualidade. “1Real” é um emaranhado de sons,que vai do tecno brega à música eletrônica, passando pelo rock. Tem ainda sons jamaicanos, principalmente o dub e a dancehall. O melhor é que Dolores consegue fazer tudo isso centrando sua sonoridade na origem pernambucana. “Fiquei distante dos grandes centros por uma opção pessoal mesmo”, explica.

“Ficava dois ou três meses fora do país, conseguia uma grana e voltava para Recife e ficava por aqui mesmo”. A faixa “J.P.S.” é um bom exemplo. “Transita entre o forró e a dancehall, mostrando essa conexão forte que existe entre o Nordeste e a Jamaica. Quem canta é Silvério Pessoa, um dos grandes intérpretes da nova geração de Recife”, explica o produtor. Deve existir algo em Pernambuco que faz com que os artistas de lá sejam tão criativos.

Revista da Hora, 26 de julhode 2009

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Depois dessa coluna, ainda falei um pouco com Helder sobre o disco, mas acabou ficando de fora. Segue a entrevista por e-mail com ele. Sempre bom ouvir uma pessoa como DJ Dolores falando de música.

BÔNUS: ENTREVISTA

Groove Livre: Nos agradecimentos vc faz uma homenagem as “canções toscas vendidas nas carrocinhas de camelô”. Primeiro que é fantástica essa citação. Existem pessoas que dizem que o mercado informal é o melhor meio de se distribuir musica, pelo menos no Brasil. O que você acha disso?

DJ Dolores: Certíssimo!! Os caras criaram um sistema super eficiente, capaz mesmo de dar suporte a bandas do porte de um Calipso que, na origem, é fruto dessa informalidade.

GL: Fiquei com uma duvida sobre o que vc falou e não queria escrever errado. Você disse algo sobre não existir mais o que é uma musica boa ou ruim, é isso mesmo???

DJ: Sim. Eu quis dizer que sempre tem algo interessante em qq música. Seja um timbre, uma riff, um achado melódico ou mesmo como soa por causa do jeito que foi produzida. Um bom ouvinte sempre vai descobri algo bom numa gravação.

GL: E a pergunta obvia que esqueci….Por que “1 Real”?

DJ: É uma referência a música barata, dessa de carrocinha de camelô, feita em estúdio caseiro…

GL: O mercado fonografico brasileiro insiste nos mesmos produtores desde os anos 80, você percorreu o mundo todo, e sempre surge um novo por lá, ou comercial demais ou experimental demais. Você poderia muito bem ser uma boa opção no meio da mesmice que impera por aqui. Você já pensou em produzir artistas daqui? Já recebeu convite?? Estou falando de gente grande mesmo que está acomodado no que já fazem.

DJ: Já fiz remixes para Tribalistas, Gilberto Gil, Chico Buarque, Marina Lima… mas convite para produzir nunca houve.

Cultura RaPop

28 Ago

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Está cada vez mais difícil não falar de Jay-Z. Primeiro uma chuva de novas musicas, mas nenhuma versão oficial. O disco “The Blueprint 3”está pra chegar oficialmente dia 11 de setembro, e o marido da Beyonce vai ser capa da XXL de outubro, tem uma previa da entrevista bem aqui.

Ele já está passando o bastão para a próxima geração, escalando seu time. Por aqui ninguém apareceu para passar o bastão, e se passou, foi para pessoa errada.

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