Filipeta do dia – Especial (Kamau)

29 Ago

2908kamau

Filipeta do Dia não poderia deixar de ser outra se não a do Kamau com a banda hoje no Hole. Já falei no www.noiz.com.br sobre o assunto, bem aqui. Pra completar a matéria do Noiz aqui vai a integra da conversa com Marcus Vinicius.

O BATE PAPO:

Groove Livre: Como rolou a ideia de levar a banda pra celebrar o um ano de “Non Ducor Duco”?

Kamau: Eu venho fazendo o show desse disco há um ano no formato DJ-MC-MC de apoio. E queria levar a sonoridade do disco a um outro patamar. Resolvi então montar uma banda com pessoas que eu tinha vontade de juntar. E fiz como experiência pra ver o resultado mesmo. E, pelo ensaio, vai ser bem legal no show.

GL: E essa formação com duas guitarras, bateria, baixo teclado e voz? Como vc formatou isso?

K: Acho que são os elementos básicos das músicas do disco, ou os que mais se assemelham à maioria delas. Ainda faltam metais e percussão, mas espero ter uma outra oportunidade para unir essa banda e somar esses elementos. Quero adicionar alguns samples também.

GL: Você faz muito bem essa ligação entre esse lado eletrônico da sua musica com essa pegada orgânica? De onde vem toda essa formação (e informação) musical?

K: Sou primeiro fã e ouvinte de música, antes de ser músico. Então eu aprecio vários aspectos da música. Tenho a oportunidade de trabalhar regularmente com duas bandas: Central e Instituto. E isso me permite criar mais musicalmente pois sempre tento trocar informações para chegarmos a um resultado final em consenso. Quando quero fazer música eu penso em todos esses aspectos pois me vejo como ouvinte em primeiro lugar. A informação eu já tinha, a formação veio com a experiência. Quero sempre chegar no melhor resultado aos meus ouvidos.

GL: Essa sonoridade foi a que você construi para levar pro palco no sábado?

K: A formação que vai pro palco é apenas um outro formato, uma outra dinâmica pra minha música eu não gosto de repetir shows, então resolvi experimentar com meus amigos esse formato.

GL: Um ano depois…o que mudou desde “Non Ducor Duco”? Passou rápido não?

K: Passou bem rápido mesmo. Cheguei onde nem imaginava com esse disco. Mas ao mesmo tempo sinto que ele poderia ter “acontecido” mais. Não consegui fazer nem um clip dele, não tive a distribuição mais correta, apesar de vender mais de 2500 cópias. Imagino que poderia ter sido mais. Fico pensando que não quero “abandoná-lo”. Mas tenho que seguir em frente, mostrar mais coisas.

GL: Mas disco de rap no Brasil não acontece da noite para o dia. Os discos dos Racionais demoraram também para se tornarem clássicos. Seu trabalho pelo menos foi feito sem um prazo de validade. O que recentemente não acontece.

K: Realmente. Não fiz um disco pra ser datado. Fiz um disco que vai ficar pelo menos pra mim por um bom tempo, como ouvinte e como artista. Mas já tenho novas idéias. E não posso agir como se esse disco fosse novidade, pois ele já tem um ano. Parece pouco. Mas nos dias de hoje é bastante coisa. E tenho que começar agora pra ter algo pra daqui a um tempo. Demorei 1 ano e meio na confecção deste. Tenho que começar agora se quiser ter algo pra daqui a 1 ano pelo menos. E várias coisas vão acontecendo, o que faz com que o álbum seja esquecido de certa forma.

GL: Sim, o ritmo hoje é outro, mas também não adianta gravar qualquer coisa não é? O próximo passo sempre é o mais difícil. A cobrança pessoal é grande?

K: Sempre. Quero sempre fazer melhor que antes. Me cobro e me empenho sempre pra isso.

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