O homem gol

14 Jun

Não tem como, sempre vou torcer pelo Brasil. Mesmo “cornetando” o tempo todo e achando o Dunga um conservador reaça. Outra coisa, o Andre Caramante falou muito bem em sua coluna nesse domingo sobre esse lance da Nike com o Mano Brown. Bem, eu só acho que demorou para o Brown fazer algo assim.

Só para lembrar uma história, João Gordo sempre foi considerado um traidor do movimento punk, e na verdade ele não era, só estava se adaptando às mudanças do tempo. O problema do vocalista do Ratos de Porões foi que ele virou um conservador reaça também. E que, para sua tristeza, virou ídolo de 99% das bandas “emos”. Tomara que a Adidas, a Puma, a Umbro e todas as grandes marcas façam o mesmo com outros bons nomes da música brasileira e tomara que quem aceite a grana mantenha sua postura e ideais.

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4 Respostas to “O homem gol”

  1. Leonardo Henrique 14/06/2010 às 22:11 #

    Então,
    quando eu era mais novo e pertencia ao movimento punk eu também era radical pra cacete, o tempo passa a gente vai amadurecendo alguns conceitos, hoje continuo fazendo parte da cena punk/hardcore, menos ativista e mais aberto mas tem certas coisas que não dá pra misturar né? (se é que me entendem…)
    No mais eu consegui separar o artista Mano Brown do grupo Racionais MCs, uma coisa é ele enquanto fã do Jorge Ben, e imagino o quanto ele não deva estar feliz por ter participado deste clip ai.
    Seria interessante sim que Mano Brown participasse mais abertamente de algumas coisas para que ele pudesse expandir sua voz ativa, mas todo cuidado é pouco.
    Mas a versão está maravilhosa, com certeza.

  2. Tatau 15/06/2010 às 3:25 #

    Nego…O grande problema é que todo mundo gosta, precisa, necessita de se quantificar, qualificar, rotular. Mesmo aqueles que não gostam de serem classificados, curtem o enquadramento ou enquadrar. Brown, Gor
    do, Caetano, outros quais sabemos são desse rol. Pior, se levam muito a sério. Esquecem que a arte é exatemente quebrar a espinha do correto. Nunca vi o Hermeto, Taiguara, Tapajós, Nogueira e Cassiano cagarem regra, Ja vi seus fãs, alguns muitos chatos. E assim vejo essa mecânica. Jamais enxerguei ( e nem sou entedor do rap nacional, como você e o Camarante) Brown como um legítimo poeta do movimento – expoente sim. Tampouco vi na magra figura do João Gordo um pesado nome do punk nacional. Cresci num suburbio operário do ABC, me eduquei na militancia das CEBs e nos corredores da escola estadual e universidade pública, me guiei em noites sujas de bares, sarjetas, vielas e depois na selva das redações movidas a telex e D76: pra mim não há esses vetores. Eles não traíram nada, pois não foram parte de nada. Foram parte sempre de um “mainstream” – vezes com centavos, vezes com milhões.

  3. fabrício de lima 15/06/2010 às 12:40 #

    eu tava pensando em escrever alguma coisa, até porque acho esse ‘encontro’ bem desnecessário, não acrescenta nada, na minha modesta opinião, à música brasileira, muito pelo contrário. mas o que o tatau escreveu aqui ficou foda, com selo de quem viveu o assunto, não é uma cagação de regra, é fonte primária.

    pra levar em conta o maior argumento apenas, não acrescenta à música brasileira porque é um encontro promovido por uma multinacional, daquelas que exploram crianças na indonésia.

    eles não se encontraram um dia e marcada de botarem pra fuder esse projeto… artista aqui não faz arte (d2), se movimenta atrás da glória de integrar o mainstream elitista brasileiro (pleonasmo tupiniquim), movido por redes globos, monicas bergamos e tantos outros capachos da burguesia inspirada em miami.

    a nike, subliminarmente, agradece a ignorância.

    que sejam felizes.

    eu prefiro o original.

  4. Leonardo Henrique 23/06/2010 às 12:32 #

    Preciosismos e retóricas a parte, esse lance da Nike ai é que não deu pra engolir certo?
    Mc Donalds, Reebok, Nike todo mundo já tá ligado no que essas multinacionais aprontam pelo mundo afora, agora o que faz os caras aceitarem uma proposta dessa eu não sei.
    Mas não acheio o encontro desnecessário…
    Bom quanto ao João Gordo, não estou aqui pra defender o cara, mas em qualquer canto desse país e do mundo (sim o Ratos de Porão já fez N tours mundo afora e sempre foi referência na cena punk mundial desde a década 80) onde você for e perguntar sobre punk rock brasileiro a resposta é sempre a mesma, Cólera, Ratos de Porão e Olho Seco.
    No mais espero que este fórum não seja mais uns desses de espeta daqui, insulta daqui, penso que deva ser um espaço para o fomento de uma discussão sadia apenas.
    Abraços a todos

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