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U-N-I’s – A Love Supreme

10 Abr

Inspirado em Coltrane

Inspirado em Coltrane

O nome do disco faz menção a John Coltrane, já era um bom sinal.

A faixa que deu nome ao disco é a melhor, e só.

Pelo menos lá o artista já se ligou que, em qualquer gênero o disco tem que estar de graça na rede. Tem aqui.

Pra pensar durante a páscoa.

Prince – LotusFlow3r/MPLSound

3 Abr
Prince Rogers Nelson

Prince Rogers Nelson

A noticia era que Prince iria lançar três disco, uma falha no groove. Prince só mostra sua cara em dois; “LotusFlow3r” e “MPLSound”. “Elixer” é com a cantora Bria Valente  a nova “protegida”.

Parecia uma tarefa árdua ouvir três discos do Prince. Nem foi, está longe de “Sign’O’ Time”. Infelizmente soa datado. Até existe momentos de lucidez do gênio que é Prince, mas são poucos.

Em “LotusFlow3r” ele mostra que pode ser um guitar-hero, mas não faz nada que nenhum guitarrista já tenha feito. Os riffs são simples demais. Fora que o pequeno tarado perdeu um pouco da libido. Está com um problema semelhante ao de Madonna em seu ultimo disco. Idade.

No segundo disco “MPLSound”, melhora um pouco, pois parte para fazer o que ele mais sabe, dançar. A faixa que traz Q-Tip “Chocolate Box” é boa, mas não passa disso. Prince mostrou que sabe o que está acontecendo na música, pois chamou o artista que tem sua equivalência no rap hoje. Poderia até ousar um pouco mais e chamar alguém mais pop talvez, mas não, preferiu não arriscar tanto. “Valentina” é uma de suas melhores faixas, pois ele mostra para nova geração que tudo que eles conseguem com um simples computador. Prince consegue com uma banda, e ainda assim soa moderno. Faltou sou ser mais suja para salvar. Ele não precisa mostrar que sabe fazer rap, convenhamos.

O que acontece é que Prince hoje criou um estilo próprio de música, um universo particular, que você entra se gosta, assim como Miles Davis fez nos seus últimos trabalhos.

Já Bria Valente, é a mais nova “protegida” do cantor. Bem, ela canta bem, mas com a atuação de uma banda com o pequeno notável no comando, fica mais fácil.

Certo mesmo que Prince é gênio, só está cansado de ser o tempo todo.

Doom – Born Like This

27 Mar
Daniel Dumile

Daniel Dumile

Esse ano o rap promete bons lançamento, tem Jay-Z gravando com produção de Kanye West, Mos Def com disco novo em junho, Emicida lançando mixtape, Max BO gravando. Enfim, a lista é grande.

Agora, para o titulo de ‘melhor disco do ano’ um chegou como forte candidato, Doom (que antes assinava MF Doom) com “Born Like This”. O mascarado do rap fez um trabalho experimental, cheio de bases diferenciadas e ousadas principalmente. Soube trabalhar bem com a eletrônica, lembra um pouco até a experiência que Parteum fez em sua mixtape. O detalhe é que Fabio Luiz lançou antes o seu trabalho, épocas de globalização.

Nesse novo trabalho Doom (ou Daniel Dumile) fugiu totalmente do convencional, e ouvindo seu CD, percebe-se claramente porque chamou Thom Yorke para remixar sua música. Existe uma linha de raciocínio lógico entre os dois.

Confesso que estava com receio de ouvir, mas depois que Mos Def rasgou o verbo para Doom, melhor conferir. A produção está em outro nível, não vai vender tanto, não tem refrões fáceis (quando tem), mas o propósito é atingir outro publico. Aqueles que estão para oferecer uma nova proposta.

Pode passar despercebido na maioria dos lugares, mas tem gente que tem gente como o “Só Pedrada Musical” que sabe o quanto vale a pena a paulada.

O Boom Bap explica melhor esse disco bem aqui.

Aprecie sem nenhuma moderação.

Saigon & Statik Selektah – All In A Day’s Work

20 Mar
Brian Daniel Carenard

Brian Daniel Carenard

Saigon vem de Nova Iorque e já esteve preso, mas por sorte não carrega a tinta em suas músicas do universo gangsta, apesar de sua voz em algumas faixas lembrar a do falastrão 50 Cent.

O novaiorquino já gravou até com Talib Kweli.

Produzido em parceria com o DJ e produtor Statik Selektah, esse novo disco foi gravado todo em 24 horas, estilo Jack Bauer. Saigon é um dos MCs que promete muito dessa nova geração junto com Charles Hamilton.

Pretensioso, o rapper considera esse seu “All In A Day’s Work” como um dos melhores discos de 2009, cedo demais para isso. Tem canções que podem entrar na lista de músicas do ano, o que já é um bom começo.

O disco foi lançado somente no formato digital para continuar tentando mudar o jeito tradicional da indústria fonográfica. Não mudou ainda?

B-Real – Smoke N Mirrors

13 Mar
Louis Freese

Louis Freese

B-Real lançou “Smoke N Mirrors“, e toda história começa ao som do The Stylistics “Children Of The Night“, entra então a voz que sempre marcou o som do Cypress Hill ao longo de 20 anos de muito chá.

Como não poderia deixar de ser, a fumaça é um tema muito bem tratado no álbum. As boas parcerias são com os amigos de Cannabis Cup: Snoop Dogg, Xzibit. Damian Marley, Sean Dog.

O trabalho é bem melhor que os últimos do Cypress Hill. B-Real canta de uma forma marcante, e é melhor do que muitos MCs que aparecem por aí recentemente.

Uma curiosidade:

A primeira vez que o Cypress Hill veio no Brasil, determinado jornalista foi retirado do Olímpia por estar queimando um cigarrinho estranho. O “Seo” Guarda não sabia que ouvir o grupo na hora certa é perfeito.

O solo de B-Real tem o mesmo efeito. Ainda bem.

Amanda Diva – Spandex, Rhymes & Soul

6 Mar
Aprovada por Q-Tip

Aprovada por Q-Tip

Amanda Diva começou sua carreira com atriz da Nickelodeon. Aí vem Q-Tip em seu novo disco “The Renaissance” e grava “ManWomanBoggie” com participação da garota de 28 anos.

Ela colocou na rede seu novo disco, para baixar a vontade, está lá no MySpace dela, logo na abertura da pagina.

Sua voz lembra em alguns momentos Jill Scott canta tentando entrar em uma linha de novas cantoras aberta por Alicia Keys. Renovação do mercado também é fundamental. Diversão garantida ouvindo um som moderno sem sentir culpado.

Nat King Cole – Re: Generations

27 Fev
A velha guarda do jazz

A velha guarda do jazz

Todo projeto que faz releitura de um determinado artista é sempre um risco artístico, mas sempre gera dividendos.

Na verdade isso não é nada mais do que, a indústria fonográfica tentando sobreviver em cima do que já foi feito. Basta ver que a maioria dos artistas hoje tenta buscar sua independência, por sorte de quem consome.

A justificativa é sempre a mesma. Modernizar.

Agora é a vez de Nat King Cole com “Re: Generations”, que lembra e muito o que Will.I.Am fez com Sergio Mendes em “Timeless”. O resultado vai agradar a varios segmentos.

“Straighten up and fly right” (Will.I.Am e Natalie Cole)

Remix com a cara do homem forte do Black Eyed Peas.

“Day in day out” (Cut Chemist)

O ex-Jurassic 5 é decididamente um maestro dos toca discos.

“Brazilian love song” (Michaelangelo Lacqua e Bebel Gilberto)

Tinha tudo para ser mais uma daquelas obviedades da industria fonográfica, mas Bebel mandou muito bem, como de costume.

“The game of love” (Nas e Salaam Remi)

Nat King Cole, era um negro nos EUA em meio a uma das fases mais racista daquele país. A participação de Nas trouxe um pouco dos ares da rua nessa faixa.

“Walkin my baby back home” (The Roots)

Clássico com rap clássico.

“Calypso blues” (Stephen e Damian Marley)

Nat King of Jamaican Cole, raga muff requintada.

“Nature boy” (TV On the Radio)

Tensão nos arranjos, o que é bom.