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Semana Fela Kuti

19 Out

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Fela Anikulapo Kuti recebeu uma singela homenagem na semana passada aqui no Groove. Foi idolatrado a altura graças a ajuda dos amigos. Tiago Galvão que fez a arte e Juka fez o encerramento em altíssimo nível, isso sem esquecer que tivemos depoimentos ilustres.

Tudo em nome de um ídolo do terceiro mundo que encheu a humanidade de groove. Espero que tenham gostado

A vida continua, e o groove também.

“Fela é uma lenda”

17 Out

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“Fela é uma lenda”

por: Juka

Final de tarde, dia 15 de outubro, enquanto o mundo comemorava o Fela Kuti Day, eu estava numa estradinha perdida entre  Luziânia (GO) e Brasília tentando pela quinta vez no dia uma entrevista  com o adido cultural da Nigéria no Brasil para falar sobre o mais criativo músico nigeriano, ativista político, criador do afrobeat e revolucionário Fela Kuti, homenageado da semana aqui no Groove Livre.

Tarefa nada fácil, pois a secretária da embaixada estava irredutível em liberar a entrevista sem um pedido formal por e-mail e mais uma dúzia de pequenos protocolos _coisas de embaixada.

Um pouco de sorte e uma boa dose de insistência me ajudaram a passar pela secretária.  Após um longo silêncio na linha, finalmente consegui conversar com o simpatíssimo senhor Olusola Iginla, adido cultural nigeriano aqui em terras brasileiras.

Groove Livre: Qual a importância do Fela Kuti na cultura nigeriana?

Olusola Ingila: Fela é uma lenda. Um grande motivo de orgulho para o povo nigeriano. Provalmente, ele é um dos artista africanos mais influentes de todos os tempos.

GL: Qual a contribuição da música dele para o país?

OI: Ele ajudou a criar a identidade cultural da Nigéria. Creio que essa seja a sua grande contribuição.

GL: Tem também a atividade política, não?

OI: Sim, ele lutou pelos direitos do povo e contra a opressão. A atuação política dele foi importante.

GL: Atualmente, a música dele é ouvida pelos jovens nigerianos?

OI: Claro, Fela é muito popular entre os jovens. Posso dizer que ele é uma artista muito popular não só na Nigéria, mas também em diversas partes do mundo.

GL: Existe algum ponto de ligação entre a atuação política e a música do Fela Kuti?

OI: Como eu disse, ele lutou pelos direitos do povo. Na sua música ele também ensina os ouvintes a importância de lutar por seus direitos. Do seu modo, Fela era muito engajado.

GL: Há alguma influência do Fela Kuti na música nigeriana atual?

OI:  Essa marca de luta do Fela está presente na identidade de cada jovem nigeriano que ouve a sua música. Fela é uma lenda.

GL: Qual é a repercussão na Nigéria da comemoração do Fela Day em todo o mundo?

OI: Temos muito orgulho. É realmente um motivo de orgulho.

(Embaixada da Nigéria www.nigerianembassy-brazil.org).

Fela Anikulapo (1971)

16 Out

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Fela Kuti’s Day

15 Out

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Fela Anikulapo Ransome Kuti estaria completando 71 anos hoje, sua importância é quase que religiosa, foi o pensador de sua geração. Tornou-se um ídolo do terceiro mundo brigando por justiça. Um bom caminho para se entender sua arte pode ser apreciada sem nenhuma moderação no excelente “Só Pedrada Musical” do Daniel Tamenpi.

Um dos seguidores da filosofia “Kutiana”, Rodrigo Brandão do Mamelo Sound System falou sobre a influência e importância de Anikulapo na sua obra e no mundo.

“Fela Kuti, um dos maiores ícones da música negra mundial, afro-futuristra de primeira, criou um gênero musical, ao lado de sua genial banda Afrika 70, e em especial do baterista Tony Allen. Verdadeiro rei do ritmo, ele abençoou o Mamelo no nosso álbum Velha-Guarda 22, e estar em conexão direta com tamanha majestade musical foi uma daquelas emoções que não cabem em palavras.  Mas a influência e inspiração exercida por gente como o Anikulapo transcende até mesmo a música, pois toca em quesitos como a atitude diante da opressão, da corrupção e um inconformismo, uma rebeldia muito reais, urgentes e profundos. A celebração de um dia só dele explica muito sobre o assunto, e a dimensão da importância desse band leader, cantor, compositor, saxofonista e tecladista aumenta ainda mais se pensarmos que se trata de um artista vindo do Terceiro Mundo, cujas músicas são enormes, portanto sua difusão radiofônica foi minúscula. Longevidade pouca é bobagem”.

Brandão além de conhecer do assunto, sabe levar a influência das pregações de Fela Kuti na sua música, o que torna o Mamelo em um grupo diferenciado do rap nacional.

Vida longa ao Rei nigeriano Anikulapo.

Radio 420 – Especial Fela Kuti

15 Out

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Radio 420 Beta 15102009 – Especial Fela Kuti

(Dia de Fela Kuti, dia de muito groove, dia de musica verdadeiramente negra)

Fela Anikulapo Kuti – My Lady Frustation

Fela and Africa 70 – Zombie

J.Period & K’naan – Ololufe Mie

Fela Ransome-Kuti e Africa 70 – Igbe

Fela Ransome-Kuti e Africa 70 com Ginger Baker – Let’s Start

J.Period & K’naan – Introducing Fela Kuti

Fela Kuti – Expensive Shit

Play to the people

Base do Baú – Live! (1971)

14 Out
Fela Anikulapo Kuti e Peter Edward Baker

Fela Anikulapo Kuti e Peter Edward Baker

Semana especial Fela Kuti. Para começar a comemoração, “Base do Baú” dedicada ao nigeriano Fela Anikulapo Kuti. O disco escolhido para isso é o ao vivo gravado com o inglês Ginger Baker, baterista do Cream – banda dos anos 1960 que tinha Jack Bruce no baixo e o genial Eric Clapton na guitarra. Em sua história Baker sempre foi um instrumentista que gostava de pesquisar a sonoridade africana.

O trabalho que leva a simplicidade somente no nome “Live!” é resultado de uma viagem (em todos os sentidos) de Ginger pela África em busca de novos ritmos. Isso na década de 70. Nesse período Fela Kuti se tornou referência mundial e Ginger Baker uma celebridade roqueira.

O resultado dessa viagem ficou registrado nesse disco com a banda The Africa 70 em apenas quatro musicas (mais tarde sairia uma edição especial com uma jam session que incluía além de Baker e Kuti, Tony Allen outro mostro nas baquetas e mestre do Afrobeat. No Soulseek é fácil encontrar essa faixa com 16m20 aproximadamente, batucagem geral, no tempo certo.

“Let’s Start” abre o ritual com um naipe de metais pra levantar qualquer ser humano do chão. Era a celebração da vida e dos ritmos negros que estavam no sangue do inquieto Anikulapo Kuti. Por sua vez Ginger Baker queria experiências, e não bastava somente as lisérgicas, ele queria ligar os ritmos as reações e experimentos com as drogas possíveis e imagináveis. Baker era o William S. Burroughs (escritor, pensador do movimento beatinik, pintor e crítico social autor de “Almoço Nu”) da bateria.

“Black Man Cry” é uma faixa poderosa e entra na praia que Fela gosta que é a de transcedenter o espírito e a música com uma bandeira política racial no fundo, era um tapa na cara do racismo que existia na época. “Ye Ye De Smell” é outra Jam session que foge da forma tradicional de se fazer música. A linha condutora da obra é o Hammond de Kuti e a bateria de Baker cadenciando a celebração do nigeriano. Aqui, novamente os metais são destruidores.