Archive | Midia Groove RSS feed for this section

A “Força”

12 Abr

Nem entendo tanto de moda assim, mas essa coleção da Adidas é bem Geek, gostei muito.

Tem mais aqui.

O homem gol

14 Jun

Não tem como, sempre vou torcer pelo Brasil. Mesmo “cornetando” o tempo todo e achando o Dunga um conservador reaça. Outra coisa, o Andre Caramante falou muito bem em sua coluna nesse domingo sobre esse lance da Nike com o Mano Brown. Bem, eu só acho que demorou para o Brown fazer algo assim.

Só para lembrar uma história, João Gordo sempre foi considerado um traidor do movimento punk, e na verdade ele não era, só estava se adaptando às mudanças do tempo. O problema do vocalista do Ratos de Porões foi que ele virou um conservador reaça também. E que, para sua tristeza, virou ídolo de 99% das bandas “emos”. Tomara que a Adidas, a Puma, a Umbro e todas as grandes marcas façam o mesmo com outros bons nomes da música brasileira e tomara que quem aceite a grana mantenha sua postura e ideais.

Amy “Bossa Nova” Winehouse

7 Jun

(Dica da Nega)

M.I.A. – “Born Free”

26 Abr
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Forte!

“As We Enter”

26 Abr

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O disco “Distant Relatives” chega dia 18 de maio. Já foi adiado uma vez, mas agora acho que vai.

A base dessa faixa é do Mulatu Astatke.

Groove!!

Jazzmatazz

23 Abr

Escrevi sobre a morte do Guru para a coluna do André Caramante na Revista da Hora. Já tinha falado sobre o assunto, mas de qualquer forma esqueci de dizer algo no. Quando lançou o disco “Jazzmatazz”, Keith Elam e outros rappers conseguiram dar uma pequena sobrevida ao jazz. Rest in Power.

(foto via Sampler).

Chuva, Caos e Fotografia

13 Abr

Vale do Anhangabaú (1967)

Marginal Tietê (1960)

Terminal Bandeira

Av: 9 de Julho

Recebi essas fotos por e-mail, e me veio a ideia de falar sobre o atual fotojornalismo. Apesar de não ser dos que debatem a fotografia no meio acadêmico, trabalho nessa área faz um bom tempo. E ao ver as imagens vieram à tona duas questões: a primeira é que São Paulo está caótica há um muito tempo. A segunda questão – e mais interessante – é de como o fotojornalismo (pelo menos aqui na capital paulista) mudou seu rumo ao longo da história.

Na época em que foram feitas as imagens, por volta das décadas de 50 e 60, a fotografia era um documento histórico. Essa característica persistiu até o início dos anos 90. Com a explosão da era digital, o fotojornalismo entrou numa verdadeira encruzilhada. O dinamismo dos jornais cedeu espaço para a internet (o que não deixa de ser um ponto positivo e parte da evolução natural).

Hoje temos todas as ferramentas para colocar a fotografia em movimento, mas enquanto isso não acontece efetivamente, os jornais tendem encontrar soluções na busca por novas linguagens. Os jornalões como Folha de SP e Estadão estão nessa busca.

A Folha mescla retratos com fotojornalismo e muitas vezes os profissionais exageram no uso dos filtros do Lightroom, que passou a ser uma muleta para encobrir a falta de criatividade de alguns fotógrafos e até a própria falta de linguagem. O Estadão, que possui uma equipe experiente e concisa, trabalha ainda com o fotojornalismo clássico.

Os jornais populares como o JT, Agora e Diário de SP abusam das imagens com vibração. Um exemplo deste expediente é o tradicional uso de fotos de comemoração de futebol (que chegam até ser demonizadas por alguns veículos). Mesmo o Diário, que passa por uma mudança editorial, ainda pratica esse tipo de edição.

O próximo passo para a fotografia está na internet, contudo os portais e jornais ainda não encontraram o caminho. O “The Boston Globe” até descobriu um caminho com seu “Big Picture”. Infelizmente ninguém buscou criar algo novo, e a ideia dos americanos passou a ser copiada pela maioria dos jornais brasileiros e do mundo afora.

O fotojornalismo sempre foi e será um registro de uma história. Parece que essa característica morreu com o negativo, porém é uma inverdade. O que mudou e continuará em transformação são as formas pelas quais nós faremos esses registros pela imagem.

Talvez as mudanças tenham turvado a visão de muito fotógrafo.

Qual o futuro? Não sei, mas o presente é essa mudança de mentalidade que tem que acontecer. Os fotógrafos mais novos precisam entender que a fotografia não se faz apenas através dos equipamentos e suas maravilhosas ferramentas. O pessoal da velha-guarda, não deve ficar apenas na nostalgia da arte de se fazer foto, ou contar histórias com sua maquina fotográfica, seja ela em uma película, em um arquivo digital em RAW ou em uma qualidade de vídeo em alta definição.

(colaborou Otavio Valle)