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Erykah Badu – “Window Seat”

31 Mar

A coluna da Revista da Hora essa semana foi sobre Erykah Badu. Esse clipe é motivo de muita conversa. Cada dia fico surpreso como a caretice ainda impera..bobinho…

O lance de tirar a roupa é roquinroll e olha que nem falo da música.

Erykah é uma mulher encantadora (além de ser uma delícia). Teve seu curriculo homens como Common, Andre 3000 Benjamin e Jay Eletronica. Não existe somente a atração entre as pessoas pela beleza, o que não é o caso aqui.

Artisticamente os três cresceram muito depois do relacionamento com ela.

Girl power legitima.

Gorillaz – “Plastic Beach”

29 Mar

Mesmo que ainda não tenha sido lançado oficialmente, o novo disco da banda Gorillaz, “Plastic Beach”, já podia ser ouvido na última segunda-feira. O site do jornal britânico “The Guardian” disponibilizou as músicas para audição, e, no final da tarde do mesmo dia, já era possível baixar o CD completo em diversos blogs mundo afora. Uma situação normal para uma banda que é totalmente virtual.

De qualquer forma, o trabalho chega às lojas do Reino Unido apenas amanhã. Como é costume, grandes nomes da música mundial participam do disco. Em “Plastic Beach”, estão presentes Lou Reed, Snoop Dogg, Mos Def, Bobby Womack, De La Soul, Gruff Rhys (Super Furry Animals) e Mick Jones e Paul Simonon (ambos ex-The Clash).

Sem lançar nada desde 2005, o Gorillaz volta com força total. Para o disco, que já pode ser considerado um dos melhores deste ano, os músicos criam como cenário uma praia de plástico, onde o ego de qualquer estrela do rock é destruído.

As “boas-vindas” à nova realidade são dadas pelo rapper Snoop Dogg, em “Welcome to the World of the Planet Beach”. Apesar de boatos de que Mos Def faria parte da banda, seu nome aparece apenas nas participações. Ele canta em duas das melhores faixas do CD, “Sweepstakes” e “Stylo”. Sinais de que os astros virtuais avançarão ainda mais na indústria do entretenimento.

Revista da Hora, 7 de março de 2010

Revista da Hora (Edu Lobo)

26 Fev

As inéditas de Edu Lobo

Quando um mestre da música brasileira lança um disco, a atenção tem de ser redobrada. Esse é o caso de Edu Lobo, que apresenta “Tantas Marés”, um álbum com seis composições inéditas feitas a quatro mãos com Paulo César Pinheiro. O CD conta ainda com quatro releituras de canções suas em parceria com Chico Buarque e tem como convidada a cantora Monica Salmaso, na faixa “Primeira Cantiga”.

O disco mostra um compositor um tanto quanto centrado em sua própria obra e sem energia para buscar novos rumos. Isso não chega a ser um problema, já que Edu Lobo criou um estilo peculiar de fazer bossa nova. Seus arranjos trouxeram um equilíbrio entre o jazz norte-americano e os arranjos silenciosos do samba de João Gilberto.

O músico continua sendo o compositor requintado que todos conhecem, mas infelizmente o aneurisma que sofreu em 2004 parece ter afetado sua voz.

Isso fica nítido no álbum, pois seus vocais parecem não se encaixar de forma certeira nos arranjos criados por ele e Cristóvão Bastos. Realmente uma perda, já que a harmonia entre vocais e arranjos era uma de suas marcas.

Outro ponto que enfraquece a obra são as releituras. Não existe necessidade de regravar uma música como “Ciranda da Bailarina” (recentemente interpretada por Adriana Calcanhoto) e “A Bela e a Fera”. Uma obra menor, mas de um artista que merece todo respeito.

Vale a pena ouvir de novo:

“Edu&Bethânia”

(1966)

No final dos anos 1960, Maria Bethânia se encontrava no auge da carreira e já era considerada uma das maiores vozes brasileiras. A parceria comL obo foi certeira. Destaque para “Cirandeiro”, “Pra Dizer Adeus” e “Só me Fez Bem”.

“Edu&Tom”

(1981)

Uma das melhores parcerias da música brasileira. O disco marca a reunião de duas gerações da bossa nova,representadas por Lobo e Tom Jobim. Destaque para as canções “Chovendo na Roseira”, “Moto Contínuo” e “Luiza”.

Revista da Hora, 14 de fevereiro de 2010

Revista da Hora (Benito Di Paula)

11 Nov

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Para relembrar hits de Benito Di Paula

“Sou mais popular do que os Beatles.” A frase não é de nenhum astro internacional, é do cantor e compositor Benito Di Paula. O sambista não fala isso para causar polêmica, mas está convicto de que, para seu público, é mesmo mais popular do que o quarteto inglês. E tenta provar essa teoria com DVD e CD gravados ao vivo no Rio, recheados com seus principais hits e quatro inéditas.

“Sou um artista popular, do povão.” Os anos dourados da carreira de Benito foram em meados da década de 70, quando teve até um programa na TV Tupi, “Brasil Som 75”. Neste período nasceram clássicos como “Charlie Brown”, “Assobiar e Chupar Cana” e “Retalhos de Cetim” — que ele reúne no lançamento.

Descendente de ciganos, o cantor está na estrada há mais de 30 anos, mas a dedicação à música não diminuiu com o tempo. “A única coisa que mudou foi minha idade”, brinca o compositor. Ele se denomina um autodidata da música. “Sou de uma família de 15 irmãos, hoje somos em 11. Sempre tive de trabalhar para ajudar meus pais, e a música foi o dom que Deus me deu para ajudá-los.”

Convicto disso, nunca se abalou com rótulos como cafona, brega ou alienado durante a ditadura. “Nunca liguei para a burrice das pessoas”, completa.

Revista da Hora, 11 de outubro de 2009

 * Correria total no Agora, no Groove e por aí vai…teve até apagão pelo país.

Essa coluna da Revista da Hora saiu já faz um tempo (tenho que colocar outras por aqui). Foi ótima a conversa com Benito. O melhor foi no final quando ele virar e fala:

“Você acaba de ganhar um novo amigo”.

Que honra a minha.

Revista da Hora (DJ Dolores)

28 Ago

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Mistura que vem do Recife

Helder Aragão, mais conhecido como DJ Dolores, veio com todo o movimento mangue beat, mas seu caminho foi outro. Ele,que se tornou um dos artistas brasileiros mais respeitados fora daqui, acaba de lançar seu terceiro trabalho, “1Real” (ArterialMusic). O disco foi lançado no ano passado na Europa e nos EUA e é uma compilação de sonoridades do mundo todo. “Hoje fica difícil definir o que é música ruim ou boa. Na verdade, e música e pronto”, diz Dolores.

Nesse trabalho, o DJ consegue mostrar que é um dos produtores mais interessantes da atualidade. “1Real” é um emaranhado de sons,que vai do tecno brega à música eletrônica, passando pelo rock. Tem ainda sons jamaicanos, principalmente o dub e a dancehall. O melhor é que Dolores consegue fazer tudo isso centrando sua sonoridade na origem pernambucana. “Fiquei distante dos grandes centros por uma opção pessoal mesmo”, explica.

“Ficava dois ou três meses fora do país, conseguia uma grana e voltava para Recife e ficava por aqui mesmo”. A faixa “J.P.S.” é um bom exemplo. “Transita entre o forró e a dancehall, mostrando essa conexão forte que existe entre o Nordeste e a Jamaica. Quem canta é Silvério Pessoa, um dos grandes intérpretes da nova geração de Recife”, explica o produtor. Deve existir algo em Pernambuco que faz com que os artistas de lá sejam tão criativos.

Revista da Hora, 26 de julhode 2009

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Depois dessa coluna, ainda falei um pouco com Helder sobre o disco, mas acabou ficando de fora. Segue a entrevista por e-mail com ele. Sempre bom ouvir uma pessoa como DJ Dolores falando de música.

BÔNUS: ENTREVISTA

Groove Livre: Nos agradecimentos vc faz uma homenagem as “canções toscas vendidas nas carrocinhas de camelô”. Primeiro que é fantástica essa citação. Existem pessoas que dizem que o mercado informal é o melhor meio de se distribuir musica, pelo menos no Brasil. O que você acha disso?

DJ Dolores: Certíssimo!! Os caras criaram um sistema super eficiente, capaz mesmo de dar suporte a bandas do porte de um Calipso que, na origem, é fruto dessa informalidade.

GL: Fiquei com uma duvida sobre o que vc falou e não queria escrever errado. Você disse algo sobre não existir mais o que é uma musica boa ou ruim, é isso mesmo???

DJ: Sim. Eu quis dizer que sempre tem algo interessante em qq música. Seja um timbre, uma riff, um achado melódico ou mesmo como soa por causa do jeito que foi produzida. Um bom ouvinte sempre vai descobri algo bom numa gravação.

GL: E a pergunta obvia que esqueci….Por que “1 Real”?

DJ: É uma referência a música barata, dessa de carrocinha de camelô, feita em estúdio caseiro…

GL: O mercado fonografico brasileiro insiste nos mesmos produtores desde os anos 80, você percorreu o mundo todo, e sempre surge um novo por lá, ou comercial demais ou experimental demais. Você poderia muito bem ser uma boa opção no meio da mesmice que impera por aqui. Você já pensou em produzir artistas daqui? Já recebeu convite?? Estou falando de gente grande mesmo que está acomodado no que já fazem.

DJ: Já fiz remixes para Tribalistas, Gilberto Gil, Chico Buarque, Marina Lima… mas convite para produzir nunca houve.

Bossa dupla nova

20 Ago

Marcos Valle e Celso Fonseca estão lançando “Página Central”. Conversei com os dois hoje para a Revista da Hora. Primeiro o lado bom de escrever sobre música e poder falar com gente como Marcos Valle, melhor ainda foi descobrir que ele e seu novo parceiro estão preocupados com a música que está sendo feita nos dias de hoje.

“A nossa música vai além da bossa nova”, diz Celso Fonseca.

“Música não tem uma formula exata, ele vem naturalmente”, diz o genial Marcos Valle.

Bom, só pra todo mundo se ligar que tem gente pensando e buscando fazer música nova, independente do estilo.

O disco é um trabalho com 12 faixas inéditas, e só isso já valeria, já que os novos artistas da música brasileira só sabem regravar ou seguir uma formula já criada.

Mas vou falar mais sobre o disco e sobre esses dois depois, com calma!

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(Escolhi uma das antigas pra ilustrar o post e dedicar a minha Nega)

Revista da Hora

30 Jul

ElbaRamalho

Elba Ramalho comemora três décadas de sucesso

(por Sergio Carvalho)

Elba Ramalho completa 30 anos de bons serviços prestados à música brasileira. Para comemorar, a gravadora Universal coloca no mercado quatro discos da década de 80 (veja a relação abaixo) que são essenciais para entender a história de um dos grandes sucessos da MPB.

A fase coincide com o melhor momento da cantora, que foi da Paraíba para o Rio com a bênção de Chico Buarque. Em 1978, ele a convidou para interpretar um de seus maiores sucessos, “O Meu Amor”, com Marieta Severo. Um ano antes do primeiro disco de Elba.

O primeiro álbum, de 1982, apresentou a cantora. O mercado fonográfico ainda era dirigido por músicos. Por isso, havia muito cuidado com a escolha dos instrumentistas para a gravação. Simplesmente, nomes como Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Jackson do Pandeiro participaram do trabalho.

Nos anos seguintes, Elba se consagrou: retomou a parceria com Chico, fez novos amigos, como Ivan Lins, e gravou composições de Gilberto Gil e Luiz Gonzaga. Abriu caminho para o popular que viria depois. Se não fosse por sua trajetória, provavelmente, Joelma, do Calypso, não seria metade do que é.

Relançamentos

“Alegria” (1982)

Este disco colocou a cantora definitivamente no mercado. Seus primeiros sucessos estão aqui, como “Amor com Café” e “Bate Coração”

“Coração Brasileiro” (1983)

A paraibana se consagrou de vez com este álbum, que conta com a participação de Chico Buarque. Destaque pra “Banho de Cheiro”

“Do Jeito que a Gente Gosta” (1984)

Elba já era uma das maiores estrelas da música brasileira e, aqui, começou a ser tratada também como símbolo sexual, mesmo não concordando

“Fogo na Mistura” (1985)

O Brasil brigava pelas Diretas-Já, e a cantora também partiu para a luta prova disso é a capa verde-amarelo do disco. Destaque para o sucesso “De Volta pro Aconchego”

(Revista da Hora, 12 de julho de 2009)