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Sinal de fumaça

18 Mar

A diferença do Snoop em relação aos demais é essa.

Mos Def e Dom Salvador

9 Dez

Vodpod videos no longer available.

Mos Def entrou sábado no palco do Indie Hip Hop com a música “Uma Vida” de Dom Salvador & Abolição, de um dos mais importantes discos da história da música brasileira “Som, Sangue e Raça” de 1971. Não poderia ser melhor.

Tem algumas fotos por aqui e ainda essa semana falo sobre o show.

O vídeo chegou por aqui via Per Raps.

Tá chegando…

2 Dez

Pelo que ouvi não existem mais ingressos para a apresentação de Mos Def. No último domingo ele se apresentou em Londres. No Brasil estão falando de uma apresentação especial com a Banda Black Rio. Tudo bem que Banda Black Rio sem Oberdan é empada sem azeitona, mas vale esperar pra ver.

No vídeo aí “o homi” manda um “The Message”.

Mau Grandmaster Flash!

O swing do Pentágono

27 Nov

Foto: Rogério Fernandes

O ano de 2009 é certamente um dos mais importantes para a mudança da imagem do rap nacional. Em 2008 alguns discos abriram as portas para essa mudança, Kamau com “Non Ducor Duco”, Parteum com a mixtape “Magus Operandi” e o Pentágono com “Natural” são alguns desses trabalhos de transição.

Para fechar esse ano com novidade para os fãs, o quinteto da zona sul lança nesse sábado (28) um EP com cinco faixas (três inéditas e duas em novas versões) na festa Fya Bun, no Hole Club. O CD vem acompanhado do DVD “Pentagono_tube”, uma compilação de vídeos do grupo no Youtube.

Para celebrar, o Pentágono chama ao palco Akira Presidente, representando o rap carioca, e Flora Matos, responsável por um dos melhores discos desse ano. Nas bolachas, DJs Dan Dan, Kiko e Yellow P.

Só chegar no swing!!!

Cérebro congelado

29 Out

KL Jay e Marky juntos. Isso aconteceu no projeto “Música Sem Fronteiras”.  A apresentação que Kleber faz antes de começar a quebradeira é perfeita, pois ali estão dois artistas que romperam fronteiras.

KL Jay foi o homem responsável por musicar toda a poesia de Mano Brown, ele é a música que existe e sempre irá existir nos Racionais.

Marky foi um dos DJ que fez com que a tradicional musica brasileira ganhasse uma sobrevida. Mas com o passar do tempo a relação entre MPB e música eletrônica foi se pasteurizando e se tornando em mesmice.

Marky foi além e usou a música brasileira para buscar elementos. Um (ou dois) dia antes dessa apresentação o vi em ação na Clash. Ele fez um remix de Michael Jackson (“Rock With You” se não me engano) que foi destruidor.

No set que os dois mostram nesse vídeo circulam mestres como James Brown, Racionais, Elis Regina, Jorge Ben e Tim Maia.

Isso se chama educação musical.

Festival Dialeto

9 Out

dialeto

Festival Dialeto

Por: Juka

No próximo sábado, dia 10, acontece um dos eventos de hip hop mais importante do ano. É a primeira edição do Festival Dialeto que reunirá nomes de peso do cenário atual do rap.

A idealização e realização do festival partiram dos próprios artistas. “Surgiu a necessidade de registrar em um evento esse momento que vive o rap”, disse o MC Criolo Doido, durante a coletiva de lançamento do festival.

Cada artista deve apresentar três músicas. “Teremos muitas surpresas porque os grupos estão preparando versões exclusivas das músicas. Serão apresentações com muita vibe”, disse M. Sário, do Pentágono.

“Além de fazer o meu show da melhor forma possível, vou querer ir pro meio da galera para curtir os outros shows. Vai ser uma grande festa do rap. Não é uma competição para ver quem é o melhor ou quem rima mais, mas sim confraternização de amigos”, disse o rapper carioca Akira Presidente.

O objetivo do festival também é envolver as próximas gerações do rap.

“Chega de falar em resistência do movimento rap. Chegou a hora de partir para outro nível e criar espaço para quem está chegando”, disse o cineasta Pedro Gomes, que produz o festival junto com o DJ Marco.

“Estou no rap há muitos anos. Essa é a hora do movimento ganhar força e atacar. Temos que abrir espaços para promover rap por nós mesmos”, afirmou o DJ Marco.

Ao todo o festival terá oito atrações de peso. O MC Criolo Doido promete incluir uma música inédita no set list. Tem tudo para ser, além de um baita show, um marco histórico na história do rap.  “Torcemos para que alguns dos garotos que estarão na plateia no sábado possam estar no palco na próxima edição do festival”, disse Kamau.

Estarão no festival:

Akira Presidente (RJ)

Criolo Doido

Emicida

Kamau

Max B.O.

Pentágono

Dj Dan Dan

Dj Marco

Produção do Pedro Gomes (Pentágono) e DJ Marco.

Daniel João Ganjaman Donato

30 Set
Foto: Janaina Castelo Branco/siteNOIZ

Foto: Janaina Castelo Branco/siteNOIZ

Daniel Ganjaman está para o rap assim como João Donato está para a bossa nova. Não, isso não é nenhum exagero. E a melhor prova dessa teoria aconteceu durante a gravação do DVD do Instituto no último dia 24 de setembro, no Studio SP, onde ele levou para o palco os principais nomes do hip hop paulistano.

A comparação não é por acaso. João é um dos mestres da bossa nova, sua sonoridade sempre buscou harmonias diferentes e conseguiu deixar tudo com uma marca registrada, não é difícil saber que uma música tem o dedo de Donato. Assim como Ganjaman, que consegue deixar sua marca em qualquer faixa em que coloque seu Rhodes pra funcionar.

De volta ao Studio SP, Daniel Ganjaman mostra que é um artista com um gosto musical requintado e que sabe reconhecer onde existe um potencial para se fazer música de qualidade – e por que não viável comercialmente?

O show começou com o Instituto com sua formação matadora, tendo M. Takara destruindo tudo na bateria (como sempre) e Marcelo Munari na guitarra.  Vêm então os novos nomes, o que passa a ser a aposta de Ganjaman para se fazer música boa, afinal, para quem ainda não sabe, ele é um dos responsáveis pelo rap nacional ter conhecido Sabotage, o mestre samurai da rima.

Subiu Kamau no palco com a função não de simplesmente ser o MC que ele já é, mas sim o mestre de cerimônia da festa que tinha como maestro Daniel. A presença de palco de Marcus Kamau é assutadora, ele domina o local com uma tranquilidade de poucos. Então, ele fez sua rima e chamou para o palco Flora Matos.

O poder feminino na música pode não ter o respeito e o espaço que se merece, mas Flora pequena e guerreira subiu e mostrou por que é uma das maiores apostas dessa geração. Fico ainda mais curioso para conferir seu trabalho com o Stereodubs. A versão que ela fez para “Pai de Familia” é certeira e mescla muito das influências suas e do Instituto.

É a vez de Emicida no palco, e o público respira fundo para ver o porquê desse garoto da ZN estar com toda essa moral. Quando ele pega o microfone, entende-se perfeitamente o motivo. Ganjaman não é bobo, chamou ele para seu lado.

Max BO completa as apostas e sobe ao palco com a calma que lhe é peculiar, mostrando que é um cara do entretenimento e sabe se comportar muito bem lá em cima.

Voltando ao paralelo, em 1970, João Donato lançava “Bad Donato”, que mudaria os rumos não só na sua estrutura musical, mas a visão do que se poderia fazer na bossa nova – e que, convenhamos, até hoje não foi bem digerido por alguns do gênero. Em 2002 o Instituto lançava “Coleção Nacional”, que não recebeu o valor que merecia (ainda hoje não recebeu) e que mudou a forma de se pensar música brasileira. Para se ter uma ideia, os convidados foram nomes como Sabotage com “Dama Tereza”, Los Sebozos Postizos, Otto, Cila do Côco com Kid Koala, Bonsucesso Samba Clube, Rappin Hood, B Negão e Fred Zero Quatro, entre outras cobras. Dois discos essências para se entender a história da evolução da música brasileira.

Por fim, naquela quinta-feira, todos subiram ao palco para cantar “Cabeça de Nego”, parceria Instituto e Sabotage.  A ligação entre as gerações está feita. E Ganjaman é responsável por boa parte desse capítulo da história do rap nacional. E ele sabe disso.