Tag Archives: Ginger Baker

Radio 420 – Especial Fela Kuti

15 Out

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Radio 420 Beta 15102009 – Especial Fela Kuti

(Dia de Fela Kuti, dia de muito groove, dia de musica verdadeiramente negra)

Fela Anikulapo Kuti – My Lady Frustation

Fela and Africa 70 – Zombie

J.Period & K’naan – Ololufe Mie

Fela Ransome-Kuti e Africa 70 – Igbe

Fela Ransome-Kuti e Africa 70 com Ginger Baker – Let’s Start

J.Period & K’naan – Introducing Fela Kuti

Fela Kuti – Expensive Shit

Play to the people

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Base do Baú – Live! (1971)

14 Out
Fela Anikulapo Kuti e Peter Edward Baker

Fela Anikulapo Kuti e Peter Edward Baker

Semana especial Fela Kuti. Para começar a comemoração, “Base do Baú” dedicada ao nigeriano Fela Anikulapo Kuti. O disco escolhido para isso é o ao vivo gravado com o inglês Ginger Baker, baterista do Cream – banda dos anos 1960 que tinha Jack Bruce no baixo e o genial Eric Clapton na guitarra. Em sua história Baker sempre foi um instrumentista que gostava de pesquisar a sonoridade africana.

O trabalho que leva a simplicidade somente no nome “Live!” é resultado de uma viagem (em todos os sentidos) de Ginger pela África em busca de novos ritmos. Isso na década de 70. Nesse período Fela Kuti se tornou referência mundial e Ginger Baker uma celebridade roqueira.

O resultado dessa viagem ficou registrado nesse disco com a banda The Africa 70 em apenas quatro musicas (mais tarde sairia uma edição especial com uma jam session que incluía além de Baker e Kuti, Tony Allen outro mostro nas baquetas e mestre do Afrobeat. No Soulseek é fácil encontrar essa faixa com 16m20 aproximadamente, batucagem geral, no tempo certo.

“Let’s Start” abre o ritual com um naipe de metais pra levantar qualquer ser humano do chão. Era a celebração da vida e dos ritmos negros que estavam no sangue do inquieto Anikulapo Kuti. Por sua vez Ginger Baker queria experiências, e não bastava somente as lisérgicas, ele queria ligar os ritmos as reações e experimentos com as drogas possíveis e imagináveis. Baker era o William S. Burroughs (escritor, pensador do movimento beatinik, pintor e crítico social autor de “Almoço Nu”) da bateria.

“Black Man Cry” é uma faixa poderosa e entra na praia que Fela gosta que é a de transcedenter o espírito e a música com uma bandeira política racial no fundo, era um tapa na cara do racismo que existia na época. “Ye Ye De Smell” é outra Jam session que foge da forma tradicional de se fazer música. A linha condutora da obra é o Hammond de Kuti e a bateria de Baker cadenciando a celebração do nigeriano. Aqui, novamente os metais são destruidores.