Tag Archives: Gisele Coutinho

Radio 420 – Especial Fela Kuti

15 Out

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Radio 420 Beta 15102009 – Especial Fela Kuti

(Dia de Fela Kuti, dia de muito groove, dia de musica verdadeiramente negra)

Fela Anikulapo Kuti – My Lady Frustation

Fela and Africa 70 – Zombie

J.Period & K’naan – Ololufe Mie

Fela Ransome-Kuti e Africa 70 – Igbe

Fela Ransome-Kuti e Africa 70 com Ginger Baker – Let’s Start

J.Period & K’naan – Introducing Fela Kuti

Fela Kuti – Expensive Shit

Play to the people

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Slim Rimografia – “Sol”

18 Set

Slim Rimografia é um engenheiro dos beats. Sempre cuidadoso no seu trabalho, o rapper se diferencia pelas escolhas certeiras das suas bases. Uma boa amostra disso está no clip da música “Sol” que está no Central Hip Hop, bem aqui, pra assistir. O Noiz fala muito bem sobre o assunto aqui, em um belo texto. Amanhã tem festa de lançamento com no espaço Soma, com DJ Mayra abrindo a festa.

Primeiro foi Emicida, agora vem esse belo clip do Slim. Como seria bom ver isso com mais regularidade no rap nacional. Bons temas existem, canções que dariam ótimos roteiros, também, o que falta então?

Que venham mais clipes (e bons assim) por favor. 

No ar…Noiz

18 Ago

noiz

Finalmente está no ar o site Noiz (www.noiz.com.br). A cultura urbana merece e tem que ter gente pensando além do tradicionalismo que impera por aí. Todos os envolvidos no portal estão com essa filosofia. Parabéns a Leandro Roque, Evandro Roque, Gisele Coutinho, Luciana Playmobile, Tiago Projota, Ênio César, Janaina Castelo Branco, Hudson Rodrigues, Luciano Bevê, Adriano Ministro, João Xavi, Juca Guimarães, Don Perna, DJ Zinco e todos aqueles que colaboram direta ou indiretamente.

Noiz!!!!

Rincon Sapiência – Hole Club (11072009)

14 Jul
(Foto: Janaina Castelo)

(Foto: Janaina Castelo)

A intensa elegância da favela

por Gisele Coutinho

 Em uma sequência de rimas pouco conhecidas (por enquanto) pelo público do hole club, Rincón Sapiência fez uma apresentação histórica. Pena que muita gente não viu, mas tive o prazer de presenciar o bom feito do MC. Na minha humilde opinião de expectadora do rap, foi o show mais “favela” que vi no hole club e um dos mais intensos.

O destaque maior da apresentação, mesmo com a qualidade do som nada perfeita e com graves e agudos altos demais, a ponto de não dar para entender muito bem as rimas de Rincón (este sem dúvida é um dos maiores problemas hoje em dia no rap nacional, pelo menos é assim em São Paulo: a falta de estrutura das casas de shows), mas nada que prejudicasse a malandragem, a presença de palco e a alegria da noite.

“Lotação, busão, metrô, trem, carona” balançou a galera, que sabia cantar e se empolgou. A noite foi fechada com chave de ouro, com cerca de vinte manos no palco, ao som de Elegância.

Só não dançou e cantou quem não quis.

 (O texto é da intensa e sempre parceira Gisele “Kriola” Coutinho. A foto ficou por conta de Janaina Castelo, que está registrando momentos importantes do rap nacional, parabéns)

www.noiz.com.br

10 Jul

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Está para entrar no ar o site de cultura urbana Noiz (www.noiz.com.br), e a luta para se colocar um projeto assim no ar não é fácil. O pessoal envolvido no projeto faz tudo pelo amor a arte, ou pela vontade de fazer com que algo aconteça no mundo, sim no mundo, pois o que fazemos no quintal de casa, reflete o que queremos para o mundo. Deixando de lado a filosofia de auto-ajuda, o site Noiz promove nesse sábado dia 11 no CEU Butantã, um evento para abrir o caminho para a banda larga que Gilberto Gil cantou.

“Toda a equipe está ansiosa para o lançamento do site, que acontece ainda em julho. Portanto, o evento marca o inicio do contato da equipe do Noiz principalmente com a molecada que frequenta espaços públicos e muitas vezes não tem contato com seus ídolos. Por isso, o Noiz está levando Max BO e Emicida para a molecada fazer pergunta, saber mais como é o processo de rimas e de produção das musicas e de quebra ainda curtir um som”, explica muito bem Gisele Coutinho, gerente de conteúdo do site.

A história da Gi (ou Kriola, como a chamo com todo carinho) é bem de quem sabe todo o valor e energia que a rua tem e pode oferecer a todos. Com experiência em jornalismo diário ela trabalhou na AAN no auge do jornalismo campineiro. Foi peça fundamental no site NaOrelha, e tem toda sua batalha diária em um sindicato. Em resumo, ela é a pessoa certa para essa empreitada. Toda sorte do mundo.

A mensagem final é da Kriola. “É isso, comparecem, a rua é noiz e noiz.com.br é a rua!”.

Tamojunto!

“Canto da Vitória” – Slim Rimografia

20 Abr

Slim

Existe sim hoje uma boa mistura de música brasileira. Slim Rimografia é uma boa amostra de que essa ligação pode ser bem feita. Ele acaba de colocar seu novo single “Canto da Vitória” no MySpace. A música começa com menção direta a Jovem Guarda com a loira Vanusa, cantando “Vinho Rosé da Rainha Sem Rei”.

“O rap mudou muito, e hoje vai além dos loops”, diz Slim, que mostra que teve uma evolução coerente em seu trabalho, unindo bem a pesquisa musical com sua rima.

“‘Canto da Vitória’ tem uma história doida. Eu fiz essa base em um dia, há mais de um ano, quando toquei em Porto Alegre. Tava ouvindo ela no fone e resolvi abrir o show com essa base. Aí ensinei a galera e comecei com todo mundo gritando ‘badabadauê badauê badadá’. Foi foda!!! Ai ficava horas ouvindo a base e pensando nisso… no que isso significava e em como eu poderia traduzir o bem que passava, um bem estar e a força que sentia ao ouvir! Ai pensei que mesmo os escravos cantavam, na guerra existe o canto também. E aí isso pra mim era o canto da vitória! Pra vencer mesmo. Pra ir atrás do que eu queria pra mudar algo através da música”, ninguém melhor do que o autor pra explicar.

E já que o rap na internet é nossa conversa semanal, Slim fala da relação dessa sua música com a rede mundial.

“Minha idéia é depois de uma semana liberar a música para download com uma qualidade legal”.

(Colaborou e muito Gisele Coutinho)

DJ Soares – Suite 702

19 Abr
DJ Soares

DJ Soares

O produtor/DJ Soares do Clã Leste e da banda Primeira Audição, é umas das boas promessas do groove brazuca. O single do projeto Suite 702 é uma boa amostra disso.

São duas faixas. “O Telefone Dela” com Théo e “Vida” com a cantora “meio senegalês, meio francesa” Mo’Dyé.

Duas faixas que estão disponíveis para baixar num pacote que vem com versões acapella e instrumental, além de um making-off, da faixa “Vida”. Bem aqui

Beats com potencial comercial forte, na medida exata para o mercado europeu.

A proposta de Soares é fazer uma espécie de prévia do disco.“Deixei disponível pra download no myspace e pra download remunerado no Itunes, pelo selo japonês Root70Lounge (www.myspace.com/root70lounge)“, explica.

Saindo do formato virtual ele pretende lançar o CD também pela Root70 Lounge no mesmo esquema do single. “Queria fazer esta prévia para o pessoal já sintonizar a idéia e sonoridade do disco, será um disco que fala de amor e no processo de produção das músicas estou tentando encontrar uma linguagem única para que o disco tenha início, meio e fim“, explica Soares.

O clima romântico fica claro nas duas faixas, e aproxima a batida que vem do rap para um lado mais pop. Na verdade é recuperar uma sonoridade que os gringos vieram aqui e se apropriou dessa essência musical, gente como Incógnito, Jamiroquai, Gilles Peterson entre tantos outros.

Toda semana falamos de artistas que disponibilizam suas músicas e discos na internet. Poucos no Brasil falam sobre isso, no rap menos ainda. Soares vê a relação rap-internet de uma forma coerente: Eu vejo de uma forma muito positiva, acho que hoje em dia tanto o rap quanto a música em geral ganharam uma arma muito forte de divulgação e transmissão. Lógico que no início, nem tudo é perfeito. Artistas renomados acabam se sentindo ameaçados, mas hoje já vemos meios em que podemos controlar um pouco as coisas. Muita gente diz que com a praticidade que a internet proporciona acabam surgindo muitas pessoas amadoras e que podem “queimar” o movimento hip hop, mas eu penso ao contrário, acho que a probabilidade de surgir nomes de talento também cresce a partir do momento que fica mais fácil você divulgar a sua música. Se não fosse a internet eu não conheceria metade dos grupos que conheço hoje em dia. A web é democrática, possibilita as pessoas que não dispõem de muito dinheiro lançar o seu trabalho na rede, mas lógico que nada se compara a lançar o seu trabalho em CD prensado”.