Tag Archives: Otavio Valle

Marcha da Liberdade

7 Jun

Ensaio Marcha da Liberdade

No sábado (28/05) aconteceu em SP a Marcha da Liberdade. Não vou comentar sobre a manifestação em si, já que ela deu pano pra manga e foi muito bem comentada pelos amigos e toda a mídia nacional.

Dessa vez fui à Marcha não como jornalista, mas sim como ativista – sim, ainda é possível acreditar em ideais. Sem câmeras, lentes e demais traquitanas, que trabalho em meu dia-a-dia, resolvi registrar o encontro com a câmera de meu aparelho celular.

A idéia foi entrar no meio da galera, e flagrar pequenos momentos durante o trajeto que rasgou a Paulista, passou pela Augusta e seguiu até a Praça da Republica. Curiosamente no domingo encontrei Daigo Oliva. Falamos da importância dessa ferramenta e que muitos ignoram: o telefone celular. Outro mentor dessa idéia de fazer um registro fotográfico só com o celular foi Otavio Valle, que há 5 anos acredita nessa idéia com seu blog certeiro.

No começo, minha ideia era fazer o registro, usar alguns aplicativos e transformar as fotos em um pequeno ensaio. Mas depois achei melhor esquecer dos “apps”  ou algo mais elaborado. Resolvi utilizar o Photoshop CS2 apenas para dar o famoso “tapa” nas fotos. Nada de efeitos, máscaras, filtros ou “presets”. Só mexi um pouco nas curvas e nos níveis, pra tirar aquele opaco que a câmera de celular ainda deixa na imagem. Para ganhar nitidez apliquei apenas o “sharpen edges”, pois não queria alterar muito a imagem original. Em tempo: optei por utilizar poucos efeitos não por ser contra esses recursos, mas apenas como uma opção por uma estética simples.

O resultado está todo no flickr em um set especial. Para começar a gerar uma conversa sobre o assunto. O detalhe triste é que eu fiquei tão empolgado com os registros, aí comecei a gravar uns vídeos também para outro projeto, só que quando chegou no cemitério da Consolação a bateria foi pro espaço, problema constante do Iphone. Outra coisa, optei também por não recortar, para se ter uma dimensão do que se pode tirar até de forma cru de um celular. Afinal, tem aquela piada, e meu celular eu até uso pra fazer ligação, mas eu curto mesmo é fazer foto.

Dados técnicos:

Celular: IPhone 3GS (pouco mais de um ano de uso – e muito uso)

Programas: Photoshop CS 3

Filtro: Sharpen Edges

App: nenhuma (só a camera)

World Mashup Cup 2010

10 Jun

Copa do Mundo em jornal popular é o seguinte….“é muito grande!”

Para não ficar tanto tempo parado por aqui no Groove e só na insanidade do trabalho. Resolvi fazer a “World Mashup Cup 2010”. A convocação foi feita com ajuda fundamental dos “professores”: Otavio “Ballack” Valle, Gabriel “Gladiador” Fino, William “Wallace” Correia e Marcel(ã)o Castro.

A idéia é colocar um jogador mais um musico que tenham alguma ligação, não necessariamente de país, mas do estilo de como fazem suas artes ou levam suas vidas.

A lista dos 22 começa pelos goleiros e termina com os atacantes e vai saindo ao longo da Copa, corneta aí vai.

(arte: Edson Lopes)

10 anos sem Plínio

19 Nov

10 anos sem Plínio

Por: Otavio Valle

O teatro não é um território comum aqui no Groove Livre. Mas se houve um dramaturgo que traduziu nos palcos a linguagem da rua e das manifestações populares o nome dele é Plínio Marcos.

Neste dia 19 de novembro faz 10 anos que o artista paulista morreu. Plínio era uma cara simples, “da massa”, tanto que morava num pequeno apartamento do Copan, que o Serjão Carvalho, nos seus tempos de Correio Popular de Campinas, teve o prazer de fotográfa-lo junto de uma das janelas do apê.

Avesso à badalações, ele levou para os palcos, TV e cinema o mundo das ruas. Junto do dramaturgo Augusto Boal, criador do “Teatro do Oprimido”, Plínio Marcos criou um teatro que refletia os problemas e experiências de vida das pessoas comuns. Dentre as suas obras, vale o destaque para a famosa “Dois Perdidos numa Noite Suja”, que estreou em 1966, no Bar Ponto de Encontro. Ela é uma boa tradução do que criou o dramaturgo.

A peça narra a tragicômica história de Tonho e Paco, dois anti-heróis do submundo urbano, que são jogados pela sociedade à marginalidade. Outro trabalho interessante, que mostra o recorte social de sua obra é “Mancha Roxa”, peça que desvelou o problema da AIDS através do cotidiano de uma cela de uma cadeia feminina.

Plínio era um cara espirituoso, brincalhão e não perdia uma piada. Também o fotografei várias vezes entre os anos de 1992 a 1999. Numa entrevista, no ano de 1996, a repórter que eu acompanhava perguntou à ele: “Plínio, por que você anda sempre com esta cruz na mão?”. Sem perder os respeito e muito menos a piada, o dramaturgo respondeu para a jovem entrevistadora: “É pra botar no cu de curioso!”.

Uma dica bacana é o site oficial do Plinio (www.pliniomarcos.com), que é bem completinho.

Agora SP 09/09/09

9 Set

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Fotojornalismo Sanguenozoio, ataca novamente.

Chuva, sujeira, caos na cidade. Colocamos na capa do Agora só fotógrafos fudidos. Diego Padgurschi não só se pautou como arrebentou na foto do minhocão, como de costume. Almeida Rocha mostrou como estava a marginal tiete quando se passa por cima do caos. Rubens Cavallari desceu correndo pra fotografar o entulho que continuava depois da chuva no minhocão. Tivemos ainda a participação de João Wainer na nossa capa com a história do soterramento de crianças na ZL. A cobertura está aqui.

A edição da interna sob a tutela de Otavio Valle foi certeira e completa, e temos que valorizar nossa edição de foto sim, que também é Sanguenozoio.

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A minha participação ficou na capa (com o aval do chefão), na procura das fotos e de quebra (no mesmo dia dessa bela capa) tem uma matéria minha sobre os discos dos Beatles no caderno Show. Tem uma parte do texto aqui, mas a arte ajudou a matéria ficar melhor ainda.

E a correria não para…

Agora SP – 02/09/2009

2 Set

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Não é só pelo fato de ser editor de fotografia do Agora, mas acho que muito do que se pode falar de fotojornalismo é feito hoje nos jornais populares. Essa é uma discussão constante na edição por aqui principalmente entre os parceiros Diego e Tatau.

Ontem não consegui escrever nada para o Groove Livre, as manifestações no bairro de Heliópolis transformaram a redação em uma verdadeira loucura. Foi uma correria, mas quando chegaram as fotos do Fabio Braga, veio a tranquilidade pelo belo material. As melhores fotos acabaram indo para a capa, me sinto muito responsável pela escolha, mesmo sabendo que o crivo final é do chefão.

Voltei pra casa com cabeça “grande” cansada e só consegui ir pra cama lá pelas 4h20 da manhã.

Que dia! Isso sim é fotojornalismo Sanguenozoio.

Foto 06302009

30 Jun

Foto 06302009

Otavio Valle começa uma nova fase na sua carreira. Ele ainda é daquele que sabe o valor do que é realmente fotografar.  A melhor prova é seu blog Olho no Celular, onde coloca suas obras feitas com o celular.

A foto é da grande Dona Selma.

É uma honra trabalhar com ele.