14/11/2009

Radio 420

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Radio 420 Beta 14112009

(cabeçudo, eletrônica, dub, dubsteps e por aí vai…)

Major Lazer (Prince Zimboo) – Baby

Major Lazer – Hold the Line ( Alta Joya Cumbia Remix )

Cooly G – Narst

Dipswitch – Pressed Current

Beanie Sigel (50 Cent) – I Go Off [Snippet]

DJ K.O. (M. Josephine) – Stone Cold Lover

Cooly G – Love Dub Refix

Aquele play bem aqui.

11/11/2009

A música é compromisso

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Flora Matos chegou à Babilônia Paulistana com a música “Véu da Noite” na garganta, graças a KL Jay. Veio com a coragem para encarar uma cena rap em que a parada era toda dominada pelo homem. Não foi uma entrada fácil, era muita responsabilidade para uma garota. Seu talento, porém, te credenciava para encarar isso com tranquilidade. Vieram algumas parcerias e várias músicas – todas só acrescentando e entendendo bem todo seu potencial.

Eis que o universo conspira e ela cruza com a dupla LX e Leonardo Grijó, o Stereodubs. Dois produtores que estão em uma sintonia com o mundo e o mercado, muito além da página três de qualquer história de um gênero musical.

O resultado de uma parceria como essa não poderia ser outro, se não a mixtape “Flora Matos Vs StereoDubs” que está disponível para download. O disco (mixtape) é com folga um dos melhores trabalhos do ano, mostrando e comprovando o bom ano pelo qual o rap passa. A diferença, aqui, é que se descobrem duas coisas além de um bom disco de rap. A musicalidade completa de Flora e a diversidade sonora de uma produção musical do Stereodubs. A voz de Flora circula com facilidade em qualquer estilo musical. Ela passeia pela MPB em “Esperar o Sol”, que toca fácil em qualquer rádio dita como a da nova música brasileira, sendo ainda realmente moderna. O disco abre com “Viver”, uma ligação certeira entre dois os discos. Sabotage dá a benção a Flora, ele será seu guia na caminhada. Esta mixtape é uma variedade de ritmos, assim como pregava “Rap é Compromisso”, do Sabota.

Tem ainda o certeiro remix de “Pai de Família”. Quando entram as que não estavam circulando por aí, o nível passa a ser outro, uma evolução sonora dentro do rap.  “Pretin” é a nova Jamaica local, na qual o Stereodubs circula com todo seu respeito ao estilo.  Quanto a Flora, ela continua mostrando que circula em qualquer ritmo.

 “Sem Mão Na Cara” é um tapa de toda hipocrisia. Flora mostra que não existe sexo ou qualquer barreira e destrói na rima, em uma das melhores faixas. “Sei muito bem quem são / Correm noutra direção / Vão ter que ter a pureza pra interpretar meu som”, diz a letra. Sua agressividade circula com a mesma suavidade de sua voz  e a produção fez com que isso ficasse na organização certa.

Tem ainda “Até o Infinito”, com doses de dancehall e dubstep. “Meu Caminho” é pista total, verdadeira, pois Flora dá credibilidade. Não é como rapper de grande gravadora, vestido de cachorrão, que só é bem produzido por que tem uma “major” por trás. Aqui é pop dançante e honesto.

Por fim, “Minha Voz” é uma aula de como fazer música. E isso é só o começo. Bom saber que já temos dois grandes discos nacionais que vieram das ruas esse ano.

*Matéria que fiz para o Noiz. Tem mais fotos e as músicas por aqui.

E o disco todo aqui.

11/11/2009

Revista da Hora (Benito Di Paula)

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Para relembrar hits de Benito Di Paula

“Sou mais popular do que os Beatles.” A frase não é de nenhum astro internacional, é do cantor e compositor Benito Di Paula. O sambista não fala isso para causar polêmica, mas está convicto de que, para seu público, é mesmo mais popular do que o quarteto inglês. E tenta provar essa teoria com DVD e CD gravados ao vivo no Rio, recheados com seus principais hits e quatro inéditas.

“Sou um artista popular, do povão.” Os anos dourados da carreira de Benito foram em meados da década de 70, quando teve até um programa na TV Tupi, “Brasil Som 75”. Neste período nasceram clássicos como “Charlie Brown”, “Assobiar e Chupar Cana” e “Retalhos de Cetim” — que ele reúne no lançamento.

Descendente de ciganos, o cantor está na estrada há mais de 30 anos, mas a dedicação à música não diminuiu com o tempo. “A única coisa que mudou foi minha idade”, brinca o compositor. Ele se denomina um autodidata da música. “Sou de uma família de 15 irmãos, hoje somos em 11. Sempre tive de trabalhar para ajudar meus pais, e a música foi o dom que Deus me deu para ajudá-los.”

Convicto disso, nunca se abalou com rótulos como cafona, brega ou alienado durante a ditadura. “Nunca liguei para a burrice das pessoas”, completa.

Revista da Hora, 11 de outubro de 2009

 * Correria total no Agora, no Groove e por aí vai…teve até apagão pelo país.

Essa coluna da Revista da Hora saiu já faz um tempo (tenho que colocar outras por aqui). Foi ótima a conversa com Benito. O melhor foi no final quando ele virar e fala:

“Você acaba de ganhar um novo amigo”.

Que honra a minha.

09/11/2009

“Simpatico”

Na dose semanal sobre “o homi”. Encontrei esse vídeo dando os sinais do que vai ser o projeto envolvendo Mos Def e Jay Electronica. Quem sabe não ouvimos ao vivo uma amostra do que está por vir. Com Talib Kweli foi uma parceria devastadora, com Electronica o nível se mantém.

06/11/2009

Freestyle: Um Estilo de Vida

Pedro Gomes é um cineasta que faz seu trabalho como muitos fazem musica, ou melhor como poucos, com inspiração e muito suor. A MTV fez a besteira de não indicar seu vídeo do Pentágono “É o Moio” para o VMB. Pelo menos está colocando no ar o seu documentário, “Freestyle: Um Estilo de Vida.”

Bom ver a MTV Brazuca acordando para algo novo.

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Doc MTV – Freestyle: Um Estilo de Vida

Sábado 07/11 – 0h

Reprise: Domingo 08/11 – 19h45

05/11/2009

Idle Warship – “Party Robot”

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Qualquer coisa que envolva Talib Kweli é para se prestar muita atenção. Seu projeto Idle Warship com as cantoras Res  e Graph Nobel é o melhor exemplo da qualidade do seu trabalho. “Party Robot” é o disco (mixtape) que está na rede para delírio de quem gosta de apreciar uma boa novidade.

O poder do “flow” e de interpretação de Talib Kweli é único no rap. Para agraciar as canções e de quebra colocar mais leveza e sensualidade Res e Graph Nobel são as vozes femininas dessa ligação certeira. Um disco que pode estar na prateleira de rap ou de música eletrônica sem nenhum problema.

Um dos melhores do ano.

Fácil!

04/11/2009

Radio 420

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Radio 420 Beta 04112009

(com defeitos especiais)

Gift Of Gab (Del the Funky Homosapien & Brother Ali) – Dreamin

Idle Warship – Party Robots

Snoop Dogg (Alicia Keys) – Empire State Mind (remix)

Britney Spears – 3

Rihanna (Young Jeezy) – Hard

Del the Funky Homosapien e Tame One – Flashback

Por aqui mesmo, no play

03/11/2009

O que está na minha bolsa?

A loja Amoeba tem uma coluna no seu site que se chama “What’s In My Bag?”, onde o artista que vai a loja faz uma relação dos discos que estão em sua sacola de compra. O último convidado foi Mos Def. Entre os discos da sacola do rapper estão preciosidades nacionais como uma coletânea do Tim Maia e o Gilberto Gil de 1968, que na gringa ganhou o nome de “The Sound of Revolution 1968-69”.

Conhece do assunto!

Para não ficar só uma pessoa rasgando a seda para o “homi”, vou tentar colocar sempre a opinião de alguém falando sobre Mr Def.

Kamau é um musico que recebe forte influência dessa postura política e dessa visão musical do rapper americano, e explica melhor o por que.

Mos Def por Kamau

“Mos Def se mostrou um artista completo e versátil quando ouvi seu primeiro disco. Apesar de não ser meu primeiro contato com ele, foi onde pude “conhecê-lo” melhor. Sua maneira de pensar e fazer música influenciou muito na minha pela aproximação musical com cada faixa, diferente da maioria dos MCs. Hoje vários MCs tentam cantar, com ou sem a ajuda de plugins. Mos Def naturalmente pode fazê-lo, só com o dom que Deus lhe deu. Mas queremos ouvir cada vez mais seus RAPS”.

31/10/2009

Eminem, Mos Def e Black Thought (BET)


Até dezembro vou falar muito sobre o cara.

29/10/2009

Cérebro congelado

KL Jay e Marky juntos. Isso aconteceu no projeto “Música Sem Fronteiras”.  A apresentação que Kleber faz antes de começar a quebradeira é perfeita, pois ali estão dois artistas que romperam fronteiras.

KL Jay foi o homem responsável por musicar toda a poesia de Mano Brown, ele é a música que existe e sempre irá existir nos Racionais.

Marky foi um dos DJ que fez com que a tradicional musica brasileira ganhasse uma sobrevida. Mas com o passar do tempo a relação entre MPB e música eletrônica foi se pasteurizando e se tornando em mesmice.

Marky foi além e usou a música brasileira para buscar elementos. Um (ou dois) dia antes dessa apresentação o vi em ação na Clash. Ele fez um remix de Michael Jackson (“Rock With You” se não me engano) que foi destruidor.

No set que os dois mostram nesse vídeo circulam mestres como James Brown, Racionais, Elis Regina, Jorge Ben e Tim Maia.

Isso se chama educação musical.