24/11/2009

Major Lazer – Keep it Going Louder

Para continuar falando de um dos melhores discos do ano. Diplo postou no twitter agorinha o clip da música “Keep Going Louder”. Diplo e Switch ficam “tirando onda” com o autotune o tempo todo. O discurso do Major Lazer não é só político, é musical.

Nessa faixa tripudiam com muito bom humor sobre o atual mundo pop.

Diplo usa todo recurso a seu favor e tem a vantagem de não representar o mainstream.

(As atualizações do blog estão difíceis por um motivo de encaixotamento. Como a fotografia do Agora mudou de andar estou muito na correria. Logo mais o Groove vai se organizando no novo espaço Livre.)

21/11/2009

Major Lazer e sua missão

Semana corrida demais. Mudança de andar e tudo mais pra semana que vem ainda. E para mostrar que a Jamaica tem um poder forte no mundo da música, Major Lazer é a trilha para o fim de semana na areia do feriadão. Está na restrita lista dos 5+.

Os responsáveis pelo álbum são os produtores Diplo e Switch. A história sobre Major Lazer é fantástica, saiu na rraurl.

“Major Lazer é um comandante jamaicano que perdeu seu braço na secreta Guerra dos Zumbis de 1984. Os militares americanos o salvaram ele colocaram armas de lasers experimentais no lugar de membros protéticos. Desde então o Major Lazer tem sido um soldado renegado contratado por um governo de malfeitores que operam em segredo sob o olhar de M5 e da CIA.

Seu disfarce é o de um proprietário de um clube noturno de dancehall em Trinidad e ele recorreu à ajuda de seus aliados de longa data, os produtores Diplo e Switch, para produzir o seu primeiro LP. Sua verdadeira missão é proteger o mundo das forças do mal que vivem apenas sob a superfície de uma sociedade civilizada. Ele luta contra vampiros e vários outros monstros, se joga bastante, e tem um skate com foguetes.”

Quero tomar esse remédio e praia.

20/11/2009

Radio 420

Radio 420 Beta 20112009

(dia da consciência negra )

Tim Maia – New Love

Marku Ribas – Madinina

Sabotage (Instituto) – Cabeça de Nego

Clementina de Jesus – Incompatibilidade de Gênios

Cidinho e Doca – Rap da Felicidade

Racionais Mc’s – Negro Drama

Jorge Ben – Charles Jr.

Branca de Neve – Nego Dito

Play para o povo preto

19/11/2009

10 anos sem Plínio

10 anos sem Plínio

Por: Otavio Valle

O teatro não é um território comum aqui no Groove Livre. Mas se houve um dramaturgo que traduziu nos palcos a linguagem da rua e das manifestações populares o nome dele é Plínio Marcos.

Neste dia 19 de novembro faz 10 anos que o artista paulista morreu. Plínio era uma cara simples, “da massa”, tanto que morava num pequeno apartamento do Copan, que o Serjão Carvalho, nos seus tempos de Correio Popular de Campinas, teve o prazer de fotográfa-lo junto de uma das janelas do apê.

Avesso à badalações, ele levou para os palcos, TV e cinema o mundo das ruas. Junto do dramaturgo Augusto Boal, criador do “Teatro do Oprimido”, Plínio Marcos criou um teatro que refletia os problemas e experiências de vida das pessoas comuns. Dentre as suas obras, vale o destaque para a famosa “Dois Perdidos numa Noite Suja”, que estreou em 1966, no Bar Ponto de Encontro. Ela é uma boa tradução do que criou o dramaturgo.

A peça narra a tragicômica história de Tonho e Paco, dois anti-heróis do submundo urbano, que são jogados pela sociedade à marginalidade. Outro trabalho interessante, que mostra o recorte social de sua obra é “Mancha Roxa”, peça que desvelou o problema da AIDS através do cotidiano de uma cela de uma cadeia feminina.

Plínio era um cara espirituoso, brincalhão e não perdia uma piada. Também o fotografei várias vezes entre os anos de 1992 a 1999. Numa entrevista, no ano de 1996, a repórter que eu acompanhava perguntou à ele: “Plínio, por que você anda sempre com esta cruz na mão?”. Sem perder os respeito e muito menos a piada, o dramaturgo respondeu para a jovem entrevistadora: “É pra botar no cu de curioso!”.

Uma dica bacana é o site oficial do Plinio (www.pliniomarcos.com), que é bem completinho.

19/11/2009

Akira Presidente

Entre as vantagens de ser repórter fotográfico, uma é poder acompanhar boas reportagens com parceiros talentosos. O Juka é responsável por uma delas… Começa aqui.

 Em 2010, Akira para presidente

Por: Juka

O rapper carioca Akira Presidente, 29 anos, está empolgadíssimo com as gravações do seu primeiro álbum, com previsão de lançamento para fevereiro de 2010. Serão doze faixas em um disco repleto de participações especiais. “Tenho o prazer de trabalhar com amigos talentosíssimos que estão ao meu lado desde o começo”, disse o rapper boa praça que não uma oportunidade para um bom bate papo misturando gírias paulistas e cariocas, numa síntese da linguagem dos morros e das quebradas.

O público pode esperar um álbum de peso com todas as características marcantes do som cheio de flow do Akira. “Comecei fazendo freestyle. Então o meu negócio é esse rimar rápido e rimar bem”, comentou.

Formado em Direito, por pouco o rapper não trocou o hip hop por uma carreira de advogado. “Fiquei um tempo trabalhando em um escritório e mantendo as correrias do rap, por isso, que eu me apresento com roupa social. Na época, era essa a minha realidade. Tinha que dar expediente nos dois”, lembrou.

No Rio, o nome do Akira é muito respeitado na cena hip hop por ser um dos pioneiros nas batalhas de freestyle. “Tinha a ‘festa do Real’ onde cada mano entrava com um real para participar da disputa. Era sinistro quem ganhava levava a bolada toda. Lembro que, na primeira vez, ganhei tudo e embolsei R$ 6,50. Depois a festa cresceu pra caramba e geral vinha abaixo com as batalhas. Foi assim que tudo começou”, disse.

Um dos destaques do 1º Festival Dialeto, que rolou no dia 10 de outubro em São Paulo, Akira tem planos ambiciosos para a sua música. Ele acredita que é preciso sacudir o cenário do hip hop para trazer um público novo.  “Quero fazer sucesso e não tenho nenhum problema de admitir isso. No hip hop tem muita gente que, por conta do radicalismo, acha que é errado querer o sucesso. Tem até vergonha de cobrar o cachê porque compromete a ideologia da música. Comigo não é assim. Quero fazer a minha, mas com a grana na mão”.

 (O restante está no Noiz, bem aqui. Semana que vem tem outra com o mestre Sombra. Sempre uma honra.)

17/11/2009

Blakroc Project

Dia 27 de novembro chega oficialmente o disco The Blakroc Project. O projeto tem como base o Black Keys tocando e convidando nomes como Mos Def (o homi), Rza, Pharoahe Monch, Raekwon, Jim Jones, Q-Tip, Billy Danze e Nikki Wray fazendo suas artes.

Na minha humilde opinião, depois da passagem do Radiohead. Mos Def é o show mais aguardado do ano.

A faixa esfumaçada “Ain’t Nothing Like You (Hoochie Coo)” já está na rede por aqui.

14/11/2009

Radio 420

SANY0038

Radio 420 Beta 14112009

(cabeçudo, eletrônica, dub, dubsteps e por aí vai…)

Major Lazer (Prince Zimboo) – Baby

Major Lazer – Hold the Line ( Alta Joya Cumbia Remix )

Cooly G – Narst

Dipswitch – Pressed Current

Beanie Sigel (50 Cent) – I Go Off [Snippet]

DJ K.O. (M. Josephine) – Stone Cold Lover

Cooly G – Love Dub Refix

Aquele play bem aqui.

11/11/2009

A música é compromisso

DSC_9416_GL

Flora Matos chegou à Babilônia Paulistana com a música “Véu da Noite” na garganta, graças a KL Jay. Veio com a coragem para encarar uma cena rap em que a parada era toda dominada pelo homem. Não foi uma entrada fácil, era muita responsabilidade para uma garota. Seu talento, porém, te credenciava para encarar isso com tranquilidade. Vieram algumas parcerias e várias músicas – todas só acrescentando e entendendo bem todo seu potencial.

Eis que o universo conspira e ela cruza com a dupla LX e Leonardo Grijó, o Stereodubs. Dois produtores que estão em uma sintonia com o mundo e o mercado, muito além da página três de qualquer história de um gênero musical.

O resultado de uma parceria como essa não poderia ser outro, se não a mixtape “Flora Matos Vs StereoDubs” que está disponível para download. O disco (mixtape) é com folga um dos melhores trabalhos do ano, mostrando e comprovando o bom ano pelo qual o rap passa. A diferença, aqui, é que se descobrem duas coisas além de um bom disco de rap. A musicalidade completa de Flora e a diversidade sonora de uma produção musical do Stereodubs. A voz de Flora circula com facilidade em qualquer estilo musical. Ela passeia pela MPB em “Esperar o Sol”, que toca fácil em qualquer rádio dita como a da nova música brasileira, sendo ainda realmente moderna. O disco abre com “Viver”, uma ligação certeira entre dois os discos. Sabotage dá a benção a Flora, ele será seu guia na caminhada. Esta mixtape é uma variedade de ritmos, assim como pregava “Rap é Compromisso”, do Sabota.

Tem ainda o certeiro remix de “Pai de Família”. Quando entram as que não estavam circulando por aí, o nível passa a ser outro, uma evolução sonora dentro do rap.  “Pretin” é a nova Jamaica local, na qual o Stereodubs circula com todo seu respeito ao estilo.  Quanto a Flora, ela continua mostrando que circula em qualquer ritmo.

 “Sem Mão Na Cara” é um tapa de toda hipocrisia. Flora mostra que não existe sexo ou qualquer barreira e destrói na rima, em uma das melhores faixas. “Sei muito bem quem são / Correm noutra direção / Vão ter que ter a pureza pra interpretar meu som”, diz a letra. Sua agressividade circula com a mesma suavidade de sua voz  e a produção fez com que isso ficasse na organização certa.

Tem ainda “Até o Infinito”, com doses de dancehall e dubstep. “Meu Caminho” é pista total, verdadeira, pois Flora dá credibilidade. Não é como rapper de grande gravadora, vestido de cachorrão, que só é bem produzido por que tem uma “major” por trás. Aqui é pop dançante e honesto.

Por fim, “Minha Voz” é uma aula de como fazer música. E isso é só o começo. Bom saber que já temos dois grandes discos nacionais que vieram das ruas esse ano.

*Matéria que fiz para o Noiz. Tem mais fotos e as músicas por aqui.

E o disco todo aqui.

11/11/2009

Revista da Hora (Benito Di Paula)

BenitoDiPaula

Para relembrar hits de Benito Di Paula

“Sou mais popular do que os Beatles.” A frase não é de nenhum astro internacional, é do cantor e compositor Benito Di Paula. O sambista não fala isso para causar polêmica, mas está convicto de que, para seu público, é mesmo mais popular do que o quarteto inglês. E tenta provar essa teoria com DVD e CD gravados ao vivo no Rio, recheados com seus principais hits e quatro inéditas.

“Sou um artista popular, do povão.” Os anos dourados da carreira de Benito foram em meados da década de 70, quando teve até um programa na TV Tupi, “Brasil Som 75”. Neste período nasceram clássicos como “Charlie Brown”, “Assobiar e Chupar Cana” e “Retalhos de Cetim” — que ele reúne no lançamento.

Descendente de ciganos, o cantor está na estrada há mais de 30 anos, mas a dedicação à música não diminuiu com o tempo. “A única coisa que mudou foi minha idade”, brinca o compositor. Ele se denomina um autodidata da música. “Sou de uma família de 15 irmãos, hoje somos em 11. Sempre tive de trabalhar para ajudar meus pais, e a música foi o dom que Deus me deu para ajudá-los.”

Convicto disso, nunca se abalou com rótulos como cafona, brega ou alienado durante a ditadura. “Nunca liguei para a burrice das pessoas”, completa.

Revista da Hora, 11 de outubro de 2009

 * Correria total no Agora, no Groove e por aí vai…teve até apagão pelo país.

Essa coluna da Revista da Hora saiu já faz um tempo (tenho que colocar outras por aqui). Foi ótima a conversa com Benito. O melhor foi no final quando ele virar e fala:

“Você acaba de ganhar um novo amigo”.

Que honra a minha.

09/11/2009

“Simpatico”

Na dose semanal sobre “o homi”. Encontrei esse vídeo dando os sinais do que vai ser o projeto envolvendo Mos Def e Jay Electronica. Quem sabe não ouvimos ao vivo uma amostra do que está por vir. Com Talib Kweli foi uma parceria devastadora, com Electronica o nível se mantém.